MedEvo Simulado — Prova 2025
Dona Maria, 28 anos, primigesta, comparece à consulta de puerpério aos 60 dias pós-parto vaginal, amamentando exclusivamente. Ela está em amenorreia e busca um método contraceptivo eficaz e de longa duração. Após extenso aconselhamento sobre os diferentes métodos, ela opta pela inserção do DIU de cobre. Ela expressa preocupação com possíveis efeitos adversos e questiona qual deles é o mais frequentemente relatado. Qual é o efeito adverso mais frequentemente relatado com o uso do DIU de cobre?
DIU de cobre → ↑ fluxo menstrual e ↑ cólicas uterinas são os efeitos adversos mais comuns.
O DIU de cobre é um método contraceptivo altamente eficaz e de longa duração, seguro para mulheres amamentando. No entanto, seus efeitos adversos mais frequentemente relatados são o aumento do volume e duração do sangramento menstrual (menorragia) e a intensificação das cólicas uterinas (dismenorreia).
O DIU de cobre é um método contraceptivo reversível de longa duração (LARC) altamente eficaz e uma excelente opção para mulheres no puerpério, especialmente aquelas que amamentam exclusivamente, pois não interfere na lactação. A paciente do caso está em amenorreia da lactação, mas a contracepção é fundamental, pois a ovulação pode retornar antes da primeira menstruação pós-parto. Ao aconselhar sobre o DIU de cobre, é crucial discutir os efeitos adversos. Os mais frequentemente relatados e que podem impactar a qualidade de vida da mulher são o aumento do fluxo menstrual (menorragia) e a intensificação das cólicas uterinas (dismenorreia). Isso ocorre devido à reação inflamatória local que o cobre induz no endométrio, aumentando a produção de prostaglandinas. Embora o risco de doença inflamatória pélvica (DIP) seja ligeiramente elevado nos primeiros 20 dias pós-inserção (principalmente associado a infecções preexistentes), e a perfuração uterina seja uma complicação rara da inserção, esses não são os efeitos adversos mais *frequentemente* relatados no uso contínuo. A maior probabilidade de gestação ectópica em caso de falha do método é uma preocupação, mas a falha do DIU é rara, e o risco absoluto de ectópica é menor do que em mulheres sem contracepção. Portanto, o foco deve ser nos sintomas menstruais.
Sim, o DIU de cobre é um método contraceptivo seguro e eficaz para mulheres que amamentam, pois não libera hormônios que poderiam interferir na produção ou composição do leite materno.
O cobre libera íons que induzem uma reação inflamatória estéril no endométrio, aumentando a produção de prostaglandinas, o que leva a um maior sangramento e contrações uterinas, resultando em cólicas.
Podem ser utilizados anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para alívio da dor e redução do sangramento. Em casos de sintomas muito intensos e refratários, a remoção do DIU e a escolha de outro método podem ser consideradas.
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