SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2020
Analise as afirmativas abaixo em relação às doenças pulmonares intersticiais:I. Os pacientes com doenças pulmonares intersticiais (DPIs) procuram atendimento médico principalmente devido ao aparecimento de dispneia progressiva aos esforços ou tosse improdutivo persistente.II. Têm sido difícil classificar as DPIs porque >200 doenças conhecidas se caracterizam pelo comprometimento difuso do parênquima pulmonar.III. A sarcoidose, a fibrose pulmonar idiopática e a fibrose associada a doença tecido conectivo são as mais comuns.IV. Os dois principais padrões histopatológicos são um padrão granulomatoso e um padrão no qual predomina a inflamação e a fibrose.Estão corretas as afirmativas:
DPIs: dispneia/tosse, >200 doenças, FPI/sarcoidose/DTC comuns, padrões granulomatoso/inflamatório-fibrótico.
As Doenças Pulmonares Intersticiais (DPIs) são um grupo heterogêneo de mais de 200 condições que afetam difusamente o parênquima pulmonar, manifestando-se principalmente com dispneia progressiva e tosse seca. Sua classificação é complexa, mas padrões histopatológicos como granulomatoso e inflamatório-fibrótico são cruciais para o diagnóstico e manejo.
As Doenças Pulmonares Intersticiais (DPIs) representam um grupo vasto e heterogêneo de mais de 200 condições que afetam o interstício pulmonar, a região entre os alvéolos e os vasos sanguíneos. Caracterizam-se por inflamação e/ou fibrose que comprometem a estrutura e a função pulmonar. Os pacientes tipicamente procuram atendimento médico devido à dispneia progressiva aos esforços e tosse seca persistente, sintomas que, embora inespecíficos, devem levantar a suspeita de DPIs. A complexidade das DPIs reside em sua etiologia multifatorial e na diversidade de suas apresentações clínicas e radiológicas. As formas mais comuns incluem a fibrose pulmonar idiopática (FPI), a sarcoidose e as DPIs associadas a doenças do tecido conectivo, como artrite reumatoide ou esclerose sistêmica. O diagnóstico exige uma abordagem multidisciplinar, envolvendo pneumologistas, radiologistas e patologistas, para integrar dados clínicos, de imagem (TC de alta resolução) e, muitas vezes, histopatológicos. Os padrões histopatológicos são cruciais para a classificação e prognóstico, sendo os principais o padrão granulomatoso e o padrão no qual predomina a inflamação e a fibrose. Para o residente, é fundamental reconhecer os sintomas de alerta, entender a necessidade de uma investigação aprofundada e conhecer as principais formas de DPIs para um manejo adequado e para orientar os pacientes sobre o prognóstico e as opções terapêuticas.
Os sintomas mais comuns são dispneia progressiva aos esforços, que piora com o tempo, e tosse seca e persistente. Outros sintomas podem incluir fadiga, perda de peso e, em alguns casos, baqueteamento digital.
A biópsia pulmonar e a análise histopatológica são frequentemente essenciais para o diagnóstico definitivo e para diferenciar os subtipos de DPIs. Padrões como pneumonia intersticial usual (PIU) na fibrose pulmonar idiopática ou granulomas na sarcoidose guiam o prognóstico e a escolha terapêutica.
As mais comuns incluem fibrose pulmonar idiopática (FPI), sarcoidose e DPIs associadas a doenças do tecido conectivo. A dificuldade na classificação reside na grande variedade de etiologias, apresentações clínicas e padrões histopatológicos, exigindo uma abordagem multidisciplinar para o diagnóstico preciso.
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