CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2021
Assinale a alternativa que melhor correlaciona os seguintes sinais sugestivos às doenças orbitárias?
Sinais orbitários específicos → diagnóstico diferencial entre causas inflamatórias, infecciosas e neoplásicas.
A correlação precisa entre sinais clínicos e patologias orbitárias permite distinguir entre condições agudas (celulite), autoimunes (Graves) e neoplásicas (linfoma).
As doenças orbitárias representam um desafio diagnóstico devido à sobreposição de sinais clínicos. A abordagem deve ser sistemática, avaliando a velocidade de instalação, presença de dor, lateralidade e sinais sistêmicos. A correlação entre sinais específicos (como o sinal de Dalrymple em Graves ou a dor aguda na celulite) é o pilar para o manejo correto. Na prática clínica, exames de imagem como Tomografia Computadorizada (TC) e Ressonância Magnética (RM) são complementares para avaliar o espessamento de músculos extraoculares e a presença de massas. O conhecimento dos epônimos e sinais clássicos é frequentemente cobrado em exames de título e residência médica.
Os principais sinais incluem retração palpebral (sinal de Dalrymple), atraso palpebral na infraversão (sinal de Von Graefe), proptose e edema periorbitário. A fisiopatologia envolve o aumento do volume dos músculos extraoculares e da gordura orbitária devido à deposição de glicosaminoglicanos e infiltração inflamatória mediada por anticorpos contra o receptor de TSH.
A celulite orbitária apresenta sinais de envolvimento profundo, como proptose, dor à movimentação ocular, restrição da motilidade extraocular e possível redução da acuidade visual ou defeito pupilar aferente relativo. A celulite pré-septal limita-se ao edema e eritema palpebral, sem afetar a função do globo ocular ou a órbita posterior.
Também conhecido como inflamação orbitária idiopática, caracteriza-se por dor súbita, proptose, quemose e restrição de movimentos. Diferente da doença de Graves, o pseudotumor frequentemente envolve os tendões musculares na TC/RM e responde dramaticamente ao uso de corticosteroides sistêmicos.
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