UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2019
Em relação aos crimes contra a saúde pública, o artigo 269 criminaliza o médico que deixa de denunciar à autoridade pública doença cuja notificação é compulsória. Todas as alternativas abaixo apresentam doenças de notificação compulsória, EXCETO:
Doenças crônicas não transmissíveis (HAS, DM, ICC) NÃO são de notificação compulsória individual.
As doenças crônicas não transmissíveis como hipertensão arterial, diabetes mellitus, aterosclerose e insuficiência cardíaca congestiva não são de notificação compulsória individual, embora sejam importantes para a saúde pública e monitoradas por outros sistemas de informação. As demais alternativas listam doenças infecciosas e agravos de notificação obrigatória.
A notificação compulsória de doenças é um pilar fundamental da vigilância epidemiológica no Brasil, essencial para o controle de doenças transmissíveis e outros agravos de saúde pública. A lista de doenças de notificação compulsória é periodicamente atualizada pelo Ministério da Saúde e inclui condições que exigem monitoramento constante devido ao seu potencial epidêmico, gravidade ou relevância para a saúde coletiva. O Artigo 269 do Código Penal Brasileiro ressalta a seriedade dessa obrigação, criminalizando o médico que omite tal denúncia. É crucial que os residentes e profissionais de saúde estejam familiarizados com essa lista, que abrange desde doenças infecciosas como dengue, cólera e meningites, até agravos como acidentes de trabalho graves e violência. A notificação pode ser imediata (em até 24 horas) para casos que exigem pronta intervenção, ou semanal, dependendo da doença. As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, aterosclerose e insuficiência cardíaca congestiva, embora sejam de alta prevalência e impacto significativo na saúde pública, não fazem parte da lista de notificação compulsória individual. O monitoramento dessas condições ocorre por meio de outros sistemas de informação em saúde, como os de atenção primária, e não pela notificação compulsória de casos isolados. Compreender essa distinção é vital para a prática médica e para a correta atuação na saúde pública.
Existem dois tipos principais: a notificação compulsória imediata (em até 24 horas) para doenças de alto potencial epidêmico, gravidade ou relevância, e a notificação compulsória semanal para outras doenças e agravos que exigem monitoramento contínuo.
A notificação compulsória é crucial para a vigilância epidemiológica, permitindo que as autoridades de saúde monitorem a ocorrência de doenças, identifiquem surtos, implementem medidas de controle e prevenção, e planejem ações de saúde pública de forma eficaz.
O Artigo 269 do Código Penal Brasileiro criminaliza o médico que deixa de denunciar à autoridade pública doença cuja notificação é compulsória, podendo acarretar em detenção e multa, ressaltando a seriedade dessa obrigação profissional.
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