HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2017
Em 1975, foi implantada a obrigatoriedade da notificação de algumas doenças no Brasil. Dentre as doenças citadas abaixo, qual delas não é de notificação compulsória?
Impetigo NÃO é doença de notificação compulsória; Sarampo, Rubéola, Febre Amarela, Tuberculose SÃO.
O impetigo é uma infecção bacteriana comum da pele, mas não possui o potencial epidêmico ou a gravidade que justifique sua inclusão na lista de doenças de notificação compulsória, ao contrário de doenças como sarampo ou febre amarela.
As Doenças de Notificação Compulsória (DNC) são um pilar fundamental da vigilância em saúde pública no Brasil, instituídas para permitir o monitoramento da situação epidemiológica do país. A notificação obrigatória de certas condições de saúde é essencial para a detecção precoce de surtos, a avaliação da eficácia de programas de saúde e a formulação de políticas públicas. A lista de DNC é periodicamente atualizada pelo Ministério da Saúde, refletindo a dinâmica das doenças e as prioridades de saúde. Doenças como sarampo, rubéola, febre amarela e tuberculose são exemplos clássicos de DNC devido ao seu potencial de transmissibilidade, gravidade e impacto na saúde coletiva. A notificação dessas doenças permite que as autoridades de saúde implementem medidas de controle, como campanhas de vacinação, isolamento de casos e investigação de contatos, visando conter a propagação e proteger a população. Em contraste, o impetigo, uma infecção cutânea bacteriana comum, geralmente não é incluído na lista de DNC. Embora seja uma condição prevalente, seu impacto na saúde pública em termos de surtos ou mortalidade é menor em comparação com as DNC. É crucial para os profissionais de saúde, especialmente residentes, conhecer a lista atualizada de DNC para cumprir suas responsabilidades de notificação e contribuir para a vigilância epidemiológica do país.
A notificação compulsória permite a vigilância epidemiológica, o monitoramento da ocorrência de doenças, a identificação de surtos e a implementação de medidas de controle e prevenção em tempo hábil.
Exemplos incluem sarampo, rubéola, febre amarela, tuberculose, dengue, HIV/AIDS, sífilis congênita, entre muitas outras, conforme a lista do Ministério da Saúde.
O impetigo, apesar de comum, geralmente não apresenta o mesmo potencial de disseminação epidêmica ou gravidade que justifique a notificação compulsória para fins de vigilância em larga escala.
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