IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2018
São de notificação compulsória as seguintes doenças preveníveis por vacinação:
Tétano, difteria e poliomielite = doenças preveníveis por vacinação de notificação compulsória.
Tétano, difteria e poliomielite são doenças graves preveníveis por vacinação e de notificação compulsória obrigatória no Brasil, essenciais para a vigilância epidemiológica e controle de surtos.
As doenças de notificação compulsória representam um grupo de agravos à saúde que, por sua relevância epidemiológica, exigem comunicação imediata às autoridades de saúde. Entre elas, destacam-se diversas doenças preveníveis por vacinação, cuja vigilância é fundamental para o controle e erradicação. O tétano, a difteria e a poliomielite são exemplos clássicos que, apesar de terem sua incidência drasticamente reduzida pela imunização, ainda demandam atenção e notificação. A fisiopatologia dessas doenças varia: o tétano é causado por uma neurotoxina bacteriana, a difteria por uma exotoxina que forma pseudomembranas, e a poliomielite por um vírus que ataca o sistema nervoso central. O diagnóstico é clínico-epidemiológico, e a suspeita deve surgir em casos com sintomas característicos, especialmente em indivíduos não vacinados ou com esquema vacinal incompleto. A notificação permite a investigação de casos e contatos, e a implementação de medidas de bloqueio. O tratamento é de suporte e específico para cada doença (ex: soro antitetânico, antitoxina diftérica), mas a prevenção pela vacinação é a estratégia mais eficaz. A manutenção de altas coberturas vacinais é essencial para a saúde pública, protegendo não apenas os indivíduos imunizados, mas também a comunidade através da imunidade de rebanho. A notificação compulsória é uma ferramenta vital para garantir que essas doenças permaneçam sob controle e para evitar o ressurgimento de surtos.
A notificação compulsória é vital para monitorar a incidência dessas doenças, identificar surtos rapidamente, avaliar a efetividade das campanhas de vacinação e planejar ações de saúde pública.
A difteria geralmente se manifesta com dor de garganta, febre baixa, mal-estar e a formação de uma pseudomembrana cinzenta e aderente nas amígdalas, faringe ou laringe, podendo causar obstrução das vias aéreas.
Embora o Brasil seja certificado como livre de poliomielite selvagem, a doença ainda circula em outras partes do mundo, e a manutenção de altas coberturas vacinais é crucial para evitar a reintrodução e proteger a população.
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