HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Mulher de 45 anos, residente de uma área rural no Brasil, morreu após complicações da doença de Chagas, não tendo acesso ao tratamento adequado. Em uma comunidade isolada na Etiópia, outra mulher de 30 anos faleceu devido a uma forma grave de leishmaniose visceral, agravada pela falta de saneamento básico e controle de vetores. No Sudeste Asiático, homem de 56 anos foi vítima de filariose, após conviver durante anos com a doença sem acesso a terapias preventivas e curativas. Esses casos ilustram o desafio global de combater essas enfermidades, especialmente em regiões de alta vulnerabilidade. Com base nas metas da OMS para a erradicação ou controle das doenças negligenciadas até 2030, as ações mais efetivas para alcance de resultados e melhoria da saúde de populações vulneráveis são:
Combate a doenças negligenciadas → Colaboração internacional, abordar determinantes sociais e ambientais.
As metas da OMS para doenças negligenciadas até 2030 enfatizam a necessidade de uma abordagem multifacetada, incluindo colaboração internacional, fortalecimento dos sistemas de saúde e atenção aos determinantes sociais e ambientais, como mudanças climáticas e migração.
As doenças negligenciadas (DNTs) representam um grave desafio de saúde pública global, afetando mais de um bilhão de pessoas, principalmente em comunidades empobrecidas e marginalizadas. Exemplos como Doença de Chagas, Leishmaniose Visceral e Filariose ilustram o impacto devastador dessas enfermidades, que perpetuam ciclos de pobreza e desigualdade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu metas ambiciosas para a erradicação, eliminação ou controle dessas doenças até 2030, exigindo uma abordagem estratégica e coordenada. O combate eficaz às DNTs vai além do tratamento individual, exigindo uma compreensão profunda dos seus determinantes sociais, econômicos e ambientais. Fatores como saneamento básico inadequado, falta de controle de vetores, acesso limitado a serviços de saúde e medicamentos, e condições de moradia precárias contribuem para a persistência dessas doenças. A complexidade é agravada por desafios emergentes, como as mudanças climáticas, que alteram a ecologia de vetores, e a migração de populações, que pode espalhar doenças para novas áreas ou dificultar o acesso ao cuidado. Para alcançar as metas da OMS 2030, as ações mais efetivas envolvem uma ampla colaboração internacional entre países afetados e desenvolvidos, o fortalecimento dos sistemas de saúde locais, o investimento em pesquisa e desenvolvimento de ferramentas acessíveis (diagnósticos, vacinas, medicamentos), e a implementação de estratégias integradas que abordem os determinantes sociais da saúde. Priorizar o financiamento de pesquisas em países desenvolvidos sem considerar a capacidade local ou focar apenas em tratamentos emergenciais são abordagens limitadas que não resolvem a raiz do problema.
As doenças negligenciadas afetam principalmente populações de baixa renda em regiões tropicais e subtropicais, são causadas por diversos patógenos (vírus, bactérias, parasitas), têm alto impacto na saúde pública e social, e recebem pouca atenção e investimento em pesquisa e desenvolvimento de novos tratamentos.
A colaboração internacional é vital para compartilhar recursos, conhecimentos e tecnologias, coordenar esforços de controle e eliminação, e garantir o acesso equitativo a diagnósticos, tratamentos e vacinas em regiões de alta vulnerabilidade, superando barreiras geográficas e econômicas.
As mudanças climáticas podem alterar a distribuição geográfica de vetores e hospedeiros, expandindo áreas de ocorrência de doenças. A migração de populações, muitas vezes forçada, pode levar à exposição a novos patógenos e dificultar o acesso a serviços de saúde, aumentando a vulnerabilidade.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo