CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025
Sobre as doenças inflamatórias intestinais, analise as afirmativas e selecione a correta:
DII refratária = Imunossupressores + Biológicos são opções terapêuticas chave.
O tratamento das Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) é complexo e escalonado, incluindo imunossupressores e, em casos refratários ou graves, terapias biológicas, que atuam em alvos específicos da inflamação para controlar a doença e prevenir complicações.
As Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), que incluem a Doença de Crohn (DC) e a Retocolite Ulcerativa (RCU), são condições crônicas e recidivantes caracterizadas por inflamação do trato gastrointestinal. A etiologia é multifatorial, envolvendo predisposição genética, fatores ambientais e uma resposta imune desregulada. A prevalência das DII tem aumentado globalmente, tornando seu manejo um desafio significativo na gastroenterologia. A Doença de Crohn pode acometer qualquer segmento do trato gastrointestinal, da boca ao ânus, com um padrão de inflamação transmural e lesões salteadas (áreas de inflamação intercaladas com tecido saudável). Já a Retocolite Ulcerativa é restrita ao cólon e reto, com inflamação contínua e superficial, afetando apenas a mucosa e submucosa. O diagnóstico baseia-se em achados clínicos, endoscópicos, histopatológicos e radiológicos. O tratamento das DII é individualizado e visa induzir e manter a remissão, melhorar a qualidade de vida e prevenir complicações. Inclui uma gama de medicamentos, desde aminosalicilatos e corticosteroides para casos leves a moderados, até imunossupressores (como azatioprina e metotrexato) e, mais recentemente, terapias biológicas (como anti-TNF, anti-integrinas e inibidores de JAK) para casos moderados a graves ou refratários. Pacientes com DII também apresentam risco aumentado de câncer colorretal, necessitando de vigilância endoscópica regular.
A Doença de Crohn pode acometer qualquer parte do TGI de forma salteada e transmural, enquanto a Retocolite Ulcerativa afeta exclusivamente o cólon e reto de forma contínua e superficial.
As terapias biológicas são geralmente indicadas para pacientes com DII moderada a grave que não respondem adequadamente aos tratamentos convencionais (corticosteroides, imunomoduladores) ou que apresentam dependência de corticosteroides.
Sim, pacientes com DII, especialmente aqueles com colite ulcerativa de longa data ou doença de Crohn com acometimento colônico extenso, têm um risco aumentado de desenvolver câncer colorretal, exigindo vigilância endoscópica regular.
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