UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2021
A retocolite ulcerativa (RU) é uma doença caracterizada por episódios recorrentes de inflamação dos cólons, limitada à mucosa, que comumente acomete o reto e pode se estender na forma de uma lesão contínua para acometer outras partes do cólon. A RU é classificada como uma doença inflamatória intestinal, juntamente com a Doença de Crohn (DC); embora sejam agrupadas em uma conceituação comum, guardam entre si diferenças clínicas importantes. Sobre as doenças inflamatórias intestinais, assinale a alternativa correta.
Retocolite Ulcerativa (RU) e Doença de Crohn (DC) são DII com manifestações extraintestinais comuns, sendo a artrite periférica a mais frequente.
As Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), que incluem a Retocolite Ulcerativa (RU) e a Doença de Crohn (DC), são condições sistêmicas que podem afetar outros órgãos além do trato gastrointestinal. As manifestações extraintestinais são comuns, e a artrite periférica (especialmente de grandes articulações) é uma das mais prevalentes, afetando até 20% dos pacientes.
As Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), que englobam a Retocolite Ulcerativa (RU) e a Doença de Crohn (DC), são condições crônicas e sistêmicas que se caracterizam por inflamação do trato gastrointestinal. Embora as manifestações intestinais sejam o cerne da doença, é crucial reconhecer que as DII são doenças sistêmicas e podem apresentar uma variedade de manifestações extraintestinais (MEI), que afetam diversos órgãos e sistemas. As MEI podem ocorrer em até 25-40% dos pacientes com DII e, em alguns casos, podem preceder o início dos sintomas intestinais. As mais comuns incluem as manifestações articulares (artrite periférica, espondiloartrite), cutâneas (eritema nodoso, pioderma gangrenoso), oculares (uveíte, episclerite) e hepatobiliares (colangite esclerosante primária). A artrite periférica, que afeta grandes articulações de forma assimétrica e não deformante, é a MEI mais frequente. O reconhecimento e manejo das MEI são fundamentais para o cuidado integral do paciente com DII, pois podem impactar significativamente a qualidade de vida e necessitar de abordagens terapêuticas específicas, muitas vezes em conjunto com o tratamento da doença intestinal subjacente. A compreensão dessas manifestações é essencial para o diagnóstico diferencial e para a otimização do plano terapêutico.
As manifestações extraintestinais mais comuns incluem artrite (periférica e axial), eritema nodoso, pioderma gangrenoso, uveíte, colangite esclerosante primária e osteoporose.
A artrite associada às DII pode ser periférica (afetando grandes articulações como joelhos e tornozelos, geralmente assimétrica e não deformante) ou axial (espondiloartropatia, afetando a coluna vertebral e articulações sacroilíacas).
A RU afeta apenas o cólon e reto, com inflamação contínua e limitada à mucosa. A DC pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal (da boca ao ânus), com inflamação transmural e lesões salteadas ("skip lesions"), além de ser mais associada a fístulas e estenoses.
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