AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2018
O furacão Irma foi um ciclone tropical que, dentre várias regiões, atingiu o estado da Flórida, nos Estados Unidos. Com ventos de 210 km/h, deixou mais de um milhão de pessoas sem energia elétrica, ameaçando provocar inundações potencialmente catastróficas. Em relação ao fenômeno natural observado em 2017, pode-se dizer que ele aumenta o risco de ocorrências das seguintes doenças infecciosas:I. Doenças diarreicas infecciosas;II. Doença da Dengue;III. Malária;IV. Leptospirose.Quais estão corretas?
Desastres naturais (furacões, inundações) → ↑ risco de doenças diarreicas, leptospirose, dengue e malária.
Desastres naturais como furacões e inundações criam condições propícias para a proliferação de diversas doenças infecciosas. A interrupção do saneamento, a contaminação da água, a formação de novos focos de vetores e o deslocamento populacional são fatores que aumentam o risco de surtos de doenças como diarreias, leptospirose, dengue e malária.
Desastres naturais, como furacões e inundações, representam um grave desafio para a saúde pública, pois perturbam a infraestrutura, o saneamento e o acesso a serviços básicos. Essas condições criam um ambiente propício para a emergência e proliferação de diversas doenças infecciosas, exigindo uma resposta rápida e coordenada das autoridades de saúde. A compreensão dos padrões de doenças pós-desastre é crucial para a prevenção e o controle. As doenças diarreicas infecciosas, como cólera e febre tifoide, são uma preocupação imediata devido à contaminação de fontes de água potável e à interrupção dos sistemas de saneamento. A leptospirose, transmitida pela urina de roedores, torna-se um risco significativo quando as pessoas entram em contato com águas de enchente contaminadas. Além disso, a formação de grandes volumes de água parada após as inundações cria novos e abundantes criadouros para mosquitos, aumentando o risco de doenças transmitidas por vetores, como dengue, zika, chikungunya e malária. A resposta a esses eventos deve incluir a garantia de acesso à água potável e saneamento, vigilância epidemiológica intensificada para detecção precoce de surtos, controle de vetores, vacinação (se aplicável) e educação da população sobre medidas preventivas. A preparação pré-desastre e a capacidade de resposta rápida são fundamentais para mitigar o impacto na saúde pública e proteger as comunidades afetadas.
As principais doenças diarreicas incluem cólera, febre tifoide, giardíase e outras gastroenterites bacterianas e virais, causadas pela contaminação da água potável e alimentos por esgoto e outros dejetos.
As inundações criam inúmeros focos de água parada, que servem como criadouros ideais para mosquitos vetores como Aedes aegypti (dengue) e Anopheles (malária), levando a um aumento da população de mosquitos e, consequentemente, da transmissão das doenças.
A leptospirose é transmitida pelo contato com água ou solo contaminados pela urina de roedores infectados. Enchentes espalham essa água contaminada, aumentando o risco de exposição e infecção em pessoas que entram em contato com ela, especialmente através de lesões na pele.
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