ISMEP - Instituto de Saúde e Medicina de Brasília (DF) — Prova 2023
As doenças hipertensivas da gestação ainda representam uma importante causa de óbito materno no Brasil. No que se refere ao diagnóstico e ao manejo dessas condições, assinale a alternativa correta.
Manejo de DHEG → exames laboratoriais essenciais para identificar critérios de gravidade e Síndrome HELLP, direcionando a conduta e otimizando o prognóstico materno-fetal.
O manejo das doenças hipertensivas da gestação, como a pré-eclâmpsia, exige uma rotina laboratorial completa para avaliar a função renal, hepática, hematológica e identificar critérios de gravidade ou o desenvolvimento de Síndrome HELLP, que impactam diretamente a conduta e o prognóstico materno-fetal.
As doenças hipertensivas da gestação (DHEG) representam um espectro de condições que complicam aproximadamente 5-10% das gestações e são uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. Incluem hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, eclâmpsia, síndrome HELLP e hipertensão crônica com ou sem pré-eclâmpsia superposta. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para otimizar os desfechos e garantir a segurança da mãe e do feto. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia, a forma mais grave das DHEG, envolve uma placentação anormal que leva à disfunção endotelial sistêmica, resultando em hipertensão e disfunção de múltiplos órgãos. O diagnóstico é feito após 20 semanas de gestação com base em níveis pressóricos elevados e proteinúria ou sinais de disfunção de órgão-alvo. A síndrome HELLP (Hemólise, Enzimas hepáticas elevadas, Plaquetopenia) é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, exigindo reconhecimento e intervenção imediatos. O manejo das DHEG varia conforme a condição e a gravidade. Inclui monitoramento rigoroso da pressão arterial, exames laboratoriais para avaliar função renal, hepática e hematológica, e identificar critérios de gravidade. O sulfato de magnésio é utilizado para prevenção e tratamento de convulsões na pré-eclâmpsia grave e eclâmpsia (neuroproteção materna). A interrupção da gestação é o tratamento definitivo, e o momento da interrupção é determinado pela idade gestacional, gravidade da doença e condições maternas e fetais, buscando o equilíbrio entre os riscos e benefícios.
Pré-eclâmpsia é diagnosticada por hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg após 20 semanas) e proteinúria (≥ 300 mg/24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3) OU hipertensão com sinais de disfunção de órgão-alvo (sem proteinúria), como plaquetopenia, disfunção renal, hepática, edema pulmonar ou sintomas neurológicos.
O sulfato de magnésio é usado na pré-eclâmpsia com sinais de gravidade e eclâmpsia para prevenir e tratar convulsões (neuroproteção materna), e não para neuroproteção fetal. Sua ação anticonvulsivante é crucial para a segurança da gestante.
Exames incluem hemograma completo (com contagem de plaquetas), função hepática (AST, ALT, DHL), função renal (creatinina, ácido úrico), proteinúria de 24 horas ou relação proteína/creatinina, e avaliação da coagulação. Estes exames auxiliam na identificação de critérios de gravidade e Síndrome HELLP.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo