Doenças Exantemáticas Pediátricas: Guia de Diagnóstico

PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022

Enunciado

As doenças exantemáticas agudas constituem situações frequentes na prática pediátrica e seu diagnóstico diferencial é fundamentado em achados clínicos, epidemiológicos e evolutivos. Sobre esse assunto, identifique as informações a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F). ( ) Enterovírus: exantema maculopapular, petequial ou vesicular, miocardite, encefalite, pleurodínea. ( ) Exantema súbito: exantema maculopapular coincidindo com a queda da febre, irritabilidade, convulsão e adenopatia. ( ) Mononucleose: exantema maculopapular em tronco e extremidades, febre, faringite, adenomegalia e hepatoesplenomegalia. ( ) Eritema infeccioso: eritema palmoplantar, exantema maculopapular ou rendilhado, descamação laminar e fotossensibilidade. ( ) Dengue: exantema maculopapular ou vesicular, descamação fina, febre, míalgia, artralgia e cefaleia. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas

  1. A) F-V-V-V-F.
  2. B) V-F-F-V-V.
  3. C) V-V-F-F-V.
  4. D) V-V-V-F-F.

Pérola Clínica

Exantema súbito: febre alta → exantema maculopapular após defervescência.

Resumo-Chave

O diagnóstico diferencial das doenças exantemáticas pediátricas exige atenção aos detalhes da cronologia da febre e do exantema, além de outras manifestações sistêmicas. Erros comuns incluem confundir o exantema súbito com outras viroses ou atribuir características de uma doença a outra, como eritema palmoplantar ao eritema infeccioso.

Contexto Educacional

As doenças exantemáticas agudas são condições frequentes na prática pediátrica, exigindo um diagnóstico diferencial preciso para o manejo adequado. A compreensão das características clínicas, epidemiológicas e evolutivas de cada exantema é fundamental para a identificação correta e para evitar complicações. A etiologia viral é a mais comum, com agentes como enterovírus, HHV-6/7 (exantema súbito), EBV (mononucleose) e Parvovírus B19 (eritema infeccioso) sendo os principais responsáveis. O diagnóstico é baseado na observação cuidadosa do padrão do exantema, sua relação com a febre, e a presença de outros sintomas associados. Por exemplo, o exantema súbito é único por surgir após a defervescência, enquanto o eritema infeccioso tem a 'face esbofeteada' e padrão rendilhado. A mononucleose, por sua vez, cursa com febre, faringite e adenomegalia, podendo ter exantema se houver uso de amoxicilina. A dengue, embora exantemática, não apresenta lesões vesiculares nem descamação fina como características primárias. O manejo é geralmente de suporte, mas o reconhecimento precoce de sinais de alerta ou complicações (como miocardite ou encefalite por enterovírus) é crucial. A diferenciação correta permite tranquilizar os pais, evitar tratamentos desnecessários e, quando indicado, iniciar terapias específicas ou monitoramento para desfechos mais graves, preparando o residente para uma prática pediátrica segura e eficaz.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais características do exantema súbito?

O exantema súbito, ou roséola infantil, é caracterizado por febre alta por 3-5 dias, seguida pelo aparecimento de exantema maculopapular no tronco e extremidades após a queda da febre. Irritabilidade e convulsões febris podem ocorrer.

Como diferenciar o eritema infeccioso de outras doenças exantemáticas?

O eritema infeccioso (quinta doença) é causado pelo Parvovírus B19 e se manifesta com a clássica 'face esbofeteada' e um exantema rendilhado (lace-like) no tronco e extremidades. Diferencia-se pela ausência de febre alta prolongada e de descamação proeminente.

Quais são as manifestações atípicas dos enterovírus?

Os enterovírus podem causar uma ampla gama de manifestações, incluindo exantemas maculopapulares, petequiais ou vesiculares (doença mão-pé-boca), além de complicações graves como miocardite, encefalite e pleurodínea, tornando seu diagnóstico desafiador.

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