SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025
Doenças exantemáticas mais comumente associadas à presença de vesículas pode ser transmitida por via respiratória, em que os pródromos são raros. O trecho refere-se ao(à):
Exantema vesicular polimórfico (céu estrelado) + transmissão respiratória = Varicela.
A varicela é caracterizada por um exantema que evolui rapidamente de máculas para vesículas e crostas, apresentando diferentes estágios simultaneamente (polimorfismo) e pródromos leves.
A varicela é uma doença infectocontagiosa aguda causada pelo vírus varicela-zoster (VZV). Na infância, costuma ter curso benigno, mas pode ser grave em recém-nascidos, adultos e imunocomprometidos. O quadro clínico clássico inicia-se após um período de incubação de 10 a 21 dias, com febre baixa e mal-estar, seguidos pelo exantema vesicular. O diagnóstico é eminentemente clínico. O tratamento em crianças hígidas é geralmente sintomático. O uso de aciclovir oral é reservado para grupos de risco (maiores de 12 anos, segundos casos domiciliares, doenças crônicas cutâneas ou pulmonares). A prevenção é feita através da vacinação, disponível no Calendário Nacional de Vacinação aos 15 meses e 4 anos.
A característica patognomônica é o polimorfismo regional, também conhecido como 'aspecto de céu estrelado'. Isso significa que, em uma mesma área do corpo, é possível observar lesões em diferentes estágios evolutivos: máculas, pápulas, vesículas, pústulas e crostas. O exantema é tipicamente pruriginoso e tem distribuição centrípeta (começa no tronco e face e progride para as extremidades).
A transmissão ocorre principalmente por via respiratória, através de aerossóis ou gotículas de secreções nasofaríngeas, e também pelo contato direto com o líquido das vesículas. O período de transmissibilidade inicia-se 1 a 2 dias antes do aparecimento do exantema e persiste até que todas as lesões tenham evoluído para a fase de crosta.
A complicação mais frequente é a infecção bacteriana secundária das lesões cutâneas (geralmente por Staphylococcus aureus ou Streptococcus pyogenes), que pode levar a impetigo, celulite ou sepse. Outras complicações importantes incluem a cerebelite pós-infecciosa (ataxia cerebelar aguda), pneumonia viral (mais comum em adultos) e a Síndrome de Reye (associada ao uso de AAS).
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