Doenças Emergentes e Reemergentes: Controle e Prevenção

ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2020

Enunciado

Em relação às doenças emergentes e reemergentes, qual a recomendação CORRETA?

Alternativas

  1. A) As doenças infecciosas reemergentes são as que surgiram recentemente numa população ou que ameaçam expandir-se em um futuro próximo.
  2. B) Uma mudança na temperatura e na umidade de uma região pode alterar fauna e flora, sendo previsíveis quais vetores serão atingidos como resultado das interações ecológicas.
  3. C) Dentre as recomendações gerais para seu controle, a redução ao acesso a antimicrobianos, inclusive àqueles utilizados em medicina veterinária, é preconizada.
  4. D) O HIV já não se encontra na categoria das doenças emergentes pois foi inicialmente descrita em 1981, há quase 4 décadas.

Pérola Clínica

Doenças reemergentes = ressurgimento ou aumento de incidência. Controle → uso racional de antimicrobianos (humano e veterinário).

Resumo-Chave

A resistência antimicrobiana é um dos maiores desafios da saúde global, e o uso indiscriminado de antibióticos, inclusive na veterinária, contribui para o surgimento e a disseminação de patógenos resistentes, impactando diretamente o controle de doenças infecciosas.

Contexto Educacional

Doenças emergentes e reemergentes representam um desafio constante para a saúde pública global. As doenças emergentes são aquelas que surgiram recentemente em uma população ou que ameaçam se expandir em um futuro próximo, como a COVID-19. Já as doenças reemergentes são patologias conhecidas que, após um período de declínio, voltam a aumentar sua incidência ou distribuição geográfica, muitas vezes devido a fatores como resistência antimicrobiana, mudanças ambientais ou falhas na vacinação. A compreensão desses conceitos é fundamental para a atuação do médico residente. A fisiopatologia das doenças emergentes e reemergentes é complexa e multifatorial, envolvendo interações entre patógenos, hospedeiros e o meio ambiente. Fatores como a adaptação microbiana, a pressão seletiva de antimicrobianos, as alterações climáticas que favorecem vetores e a globalização que facilita a disseminação rápida de patógenos são cruciais. O diagnóstico precoce e a vigilância epidemiológica são pilares para a contenção dessas ameaças. O controle dessas doenças exige uma abordagem multifacetada, incluindo a vigilância epidemiológica ativa, o desenvolvimento de vacinas e terapias, e, crucialmente, o uso racional de antimicrobianos. A redução do acesso e do uso indiscriminado de antibióticos, tanto em humanos quanto na medicina veterinária, é uma recomendação preconizada para combater a resistência bacteriana, um dos principais impulsionadores da reemergência de infecções. O prognóstico depende da capacidade de resposta dos sistemas de saúde e da cooperação internacional.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre doenças emergentes e reemergentes?

Doenças emergentes são aquelas que surgiram recentemente em uma população ou que ameaçam se expandir. Doenças reemergentes são patologias conhecidas que, após um período de declínio, voltam a aumentar sua incidência ou distribuição geográfica.

Por que o uso de antimicrobianos na medicina veterinária é relevante para a saúde humana?

O uso de antimicrobianos em animais pode selecionar cepas bacterianas resistentes que, por sua vez, podem ser transmitidas aos humanos através da cadeia alimentar ou contato direto, contribuindo para a resistência antimicrobiana global.

Quais fatores contribuem para o surgimento e a reemergência de doenças infecciosas?

Fatores como mudanças climáticas, desmatamento, urbanização desordenada, globalização, resistência antimicrobiana e falhas na vigilância em saúde pública são cruciais para o surgimento e a reemergência de doenças.

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