SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Sobre as doenças emergentes e reemergentes, analise as assertivas abaixo:I. A Covid-19 está dentro da categoria de doenças emergentes ou reemergentes que incidiram em humanos com frequência crescente nas últimas décadas.II. Os processos causais dessas doenças emergentes e reemergentes são influenciados por “efeitos colaterais” da vida moderna e da evolução tecnológica, entre os quais: maior fluxo internacional de pessoas, bens e mercadorias, urbanização sem planejamento, migrações, mudanças climáticas, novas áreas de produção, turismo e desmatamento.III. Estima-se que cerca de 60 a 70% das doenças emergentes e reemergentes sejam zoonóticas, das quais >70% são de origem silvestre/selvagem e apenas 23% são transmitidas por vetores. Quais estão corretas?
Doenças emergentes/reemergentes são influenciadas por globalização e fatores ambientais, com alta proporção de origem zoonótica.
A emergência e reemergência de doenças infecciosas são fenômenos complexos, impulsionados por uma interação multifatorial entre fatores ambientais, sociais, econômicos e tecnológicos. A compreensão desses fatores é crucial para a prevenção e controle de futuras pandemias, destacando a importância da abordagem "Saúde Única".
As doenças emergentes e reemergentes representam um desafio contínuo para a saúde pública global. Doenças emergentes são aquelas que surgiram recentemente em uma população ou cuja incidência aumentou rapidamente, enquanto as reemergentes são doenças conhecidas que, após um período de declínio, voltam a se tornar um problema de saúde pública. A COVID-19 é um exemplo clássico de doença emergente que impactou o mundo. A complexidade da emergência e reemergência dessas doenças reside na sua etiologia multifatorial. Fatores como o aumento do fluxo internacional de pessoas e mercadorias, a urbanização sem planejamento adequado, as migrações populacionais, as mudanças climáticas, a expansão de áreas de produção agrícola e o desmatamento criam condições propícias para a transmissão e disseminação de patógenos. Além disso, a interação crescente entre humanos e animais silvestres é um vetor importante, visto que grande parte dessas doenças tem origem zoonótica. Para os residentes, compreender esses conceitos é fundamental para a atuação em saúde coletiva e epidemiologia. A vigilância epidemiológica, a implementação de políticas de "Saúde Única" (que integram saúde humana, animal e ambiental) e a capacidade de resposta rápida a surtos são essenciais. A prevenção envolve desde medidas de controle de vetores e saneamento básico até a regulamentação do comércio de animais silvestres e a promoção de práticas sustentáveis que minimizem o impacto ambiental.
Doenças emergentes são infecções novas ou que aumentaram rapidamente em incidência ou alcance geográfico, como a COVID-19. Doenças reemergentes são infecções conhecidas que, após um período de declínio, voltam a aumentar em incidência ou distribuição.
Fatores como globalização, urbanização desordenada, mudanças climáticas, desmatamento, migrações e o aumento do contato entre humanos e animais silvestres são cruciais. A evolução tecnológica e o fluxo internacional de pessoas e bens também desempenham um papel significativo.
As zoonoses representam a maioria das doenças emergentes e reemergentes, com grande parte originária da vida silvestre. Isso ressalta a interconexão entre saúde humana, animal e ambiental, enfatizando a necessidade de abordagens de "Saúde Única".
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