UEM - Hospital Universitário de Maringá (PR) — Prova 2019
Em relação às afirmações abaixo sobre as doenças emergentes e reemergentes, assinale a alternativa correta:I) O criação de patos e porcos facilitando a mistura dos genes do vírus influenza de mamíferos com o de aves, contribuiu para a emergência da pandemia de influenza.II) O surgimento de encefalopatia espongiforme bovina está relacionado com mudanças no processo de alimentação do gado.III) Recentemente ocorreu a reemergência da febre amarela urbana transmitida pelo Haemagogus.IV) O HTLV, vírus linfotrópico B humano é endêmico no Japão, Caribe e Brasil.V) O sarampo, doença altamente contagiosa, não ocorre no Brasil desde 2006 tendo recebido o certificado da OPAS em 2016 por ter eliminado a doença.
Doenças emergentes/reemergentes: Influenza (suínos/aves), EEB (alimentação gado), HTLV (Japão/Caribe/Brasil). Febre amarela urbana erradicada, sarampo reemergente.
A dinâmica das doenças emergentes e reemergentes é complexa, envolvendo fatores ambientais, sociais e biológicos. A vigilância epidemiológica e a compreensão dos reservatórios e modos de transmissão são cruciais para o controle dessas patologias.
As doenças emergentes e reemergentes representam um desafio constante para a saúde pública global. Doenças emergentes são aquelas cuja incidência em humanos aumentou nas últimas duas décadas ou ameaça aumentar no futuro próximo, enquanto as reemergentes são doenças conhecidas que, após um período de declínio, voltam a ser um problema de saúde pública. A compreensão de seus fatores etiológicos e epidemiológicos é crucial para a prevenção e controle. Exemplos notáveis incluem a influenza, cuja emergência pandêmica é facilitada pela capacidade de recombinação genética do vírus em hospedeiros como suínos e aves. A encefalopatia espongiforme bovina (doença da vaca louca) surgiu devido a práticas alimentares que incluíam farinha de carne e ossos na dieta do gado. O HTLV-1 é um retrovírus endêmico em regiões como Japão, Caribe e Brasil, associado a leucemia/linfoma de células T do adulto e mielopatia. É importante diferenciar a febre amarela silvestre, transmitida por mosquitos Haemagogus e Sabethes em áreas de mata, da febre amarela urbana, que foi erradicada no Brasil e transmitida pelo Aedes aegypti. A reemergência de doenças como o sarampo, que havia sido eliminado no Brasil, demonstra a fragilidade da saúde pública frente à queda das coberturas vacinais e a importância da vigilância epidemiológica contínua.
Fatores como a interação entre humanos e animais (zoonoses), mudanças climáticas, desmatamento, urbanização desordenada, globalização e mutações genéticas de microrganismos contribuem para a emergência de novas doenças infecciosas.
Doenças emergentes são aquelas recém-descobertas ou que tiveram um aumento significativo na incidência ou distribuição geográfica. Doenças reemergentes são patologias conhecidas que, após um período de declínio, voltam a apresentar aumento de casos ou expansão geográfica.
O sarampo foi considerado eliminado no Brasil em 2016, mas a queda nas coberturas vacinais permitiu a reintrodução do vírus e a ocorrência de novos surtos, caracterizando sua reemergência e a perda do certificado de eliminação.
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