UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023
Analise as assertivas abaixo sobre as doenças emergentes e reemergentes: I. A Covid-19, e as epidemias de Ebola, Zika, Febre Amarela e Influenza representam emergência ou reemergência de agentes etiológicos, incidindo em humanos com frequência crescente nas últimas décadas ou ameaçando aumentar em um futuro próximo. II. Os processos causais dessas doenças emergentes e reemergentes são influenciados por “efeitos colaterais” da vida moderna e da evolução tecnológica, entre eles, maior fluxo internacional de pessoas, bens e mercadorias, urbanização sem planejamento, migrações, mudanças climáticas, novas áreas de produção, turismo e desmatamento. III. Estima-se que cerca de 30 a 35% das doenças emergentes e reemergentes sejam zoonóticas, das quais >70% são de origem urbana e 67% são transmitidas por vetores. Quais estão corretas?
Doenças emergentes/reemergentes: influenciadas por globalização, urbanização, mudanças climáticas; muitas são zoonóticas.
Doenças emergentes e reemergentes são um desafio global, impulsionadas por fatores complexos da vida moderna, como o aumento do fluxo de pessoas e bens, urbanização desordenada e alterações climáticas. A compreensão desses fatores é crucial para a saúde pública e prevenção de futuras pandemias.
As doenças emergentes e reemergentes representam um dos maiores desafios para a saúde pública global no século XXI. Elas são caracterizadas por um aumento significativo na incidência, distribuição geográfica ou virulência de agentes infecciosos em populações humanas. Exemplos recentes incluem a pandemia de Covid-19, epidemias de Ebola, Zika, Febre Amarela e Influenza, que demonstram a constante ameaça desses patógenos. Os processos causais dessas doenças são multifatoriais e complexos, influenciados por "efeitos colaterais" da vida moderna e da evolução tecnológica. Isso inclui o aumento do fluxo internacional de pessoas, bens e mercadorias, que facilita a rápida disseminação de patógenos. A urbanização sem planejamento, migrações populacionais, desmatamento e as mudanças climáticas alteram ecossistemas e a interação entre humanos, animais e vetores, criando novas oportunidades para a emergência e reemergência de doenças. Embora a assertiva III da questão original esteja incorreta em suas porcentagens exatas (a maioria das doenças emergentes é zoonótica, mas as proporções de origem urbana e transmissão vetorial podem variar), é fundamental reconhecer que uma parcela significativa dessas doenças tem origem zoonótica. A vigilância epidemiológica, a pesquisa em saúde global e a implementação de políticas públicas que considerem a interconexão entre saúde humana, animal e ambiental (abordagem 'One Health') são essenciais para mitigar o impacto dessas ameaças.
Doenças emergentes são aquelas cuja incidência em humanos aumentou nas últimas duas décadas ou ameaça aumentar em um futuro próximo. Doenças reemergentes são aquelas que, após um período de declínio, voltam a aumentar em incidência ou distribuição geográfica, muitas vezes devido a falhas no controle ou novas condições ambientais.
Fatores incluem globalização (maior fluxo internacional de pessoas e bens), urbanização não planejada, migrações populacionais, desmatamento, mudanças climáticas, resistência antimicrobiana, falhas nos sistemas de saúde pública e novas áreas de produção agrícola e pecuária.
As zoonoses são de extrema importância, pois muitos agentes emergentes têm origem animal, como o SARS-CoV-2 (Covid-19), Ebola e Zika. A interação crescente entre humanos e animais, facilitada por desmatamento e urbanização, aumenta o risco de transmissão e emergência de novas doenças.
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