Doenças Emergentes e Reemergentes: Panorama no Brasil

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2018

Enunciado

Em relação às doenças emergentes e reemergentes, assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) A malária é uma doença com alto potencial epidêmico, sofrendo variações bruscas de acordo com variações climáticas e socioambientais e, principalmente, variações na qualidade e quantidade de intervenções de controle.
  2. B) A área endêmica da malária no Brasil compreende a região amazônica brasileira, incluindo os estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão. Porém, o Piauí possui transmissão residual de malária.
  3. C) O óbito por malária nas áreas extra-amazônicas ocorre, na maior parte das vezes, em pessoas que foram infectadas em outros países ou em estados da região amazônica e não receberam diagnóstico e tratamento adequados e em tempo oportuno.
  4. D) A circulação simultânea dos quatro sorotipos de dengue, (DENV1, DENV2, DENV3 e DENV4) e dos vírus chikungunya e Zika, é um desafio para a assistência e também para a vigilância no Brasil, desde os idos de 1986. São doenças com sinais clínicos similares, dificultando a suspeita inicial e, consequentemente, impactando as notificações, as quais, até o momento, superestimam a dengue e subestimam as demais.
  5. E) A importância da influenza como questão de saúde pública cresceu após o ano de 2009, quando se registrou a primeira pandemia do século XXI, devido ao vírus influenza A (H1N1) pdm09, com mais de 190 países notificando milhares de casos e óbitos pela doença. Verifica-se maior gravidade em idosos, crianças, pessoas com comprometimento imunológico, cardiopatias e pneumopatias, entre outros.

Pérola Clínica

Co-circulação de Dengue, Chikungunya e Zika é desafio recente (pós-2014), não desde 1986.

Resumo-Chave

A alternativa D está incorreta porque a co-circulação de Dengue, Chikungunya e Zika vírus no Brasil, embora seja um grande desafio, é um fenômeno mais recente, intensificado a partir de 2014-2015, e não desde 1986.

Contexto Educacional

As doenças emergentes e reemergentes representam uma constante ameaça à saúde pública global e, em particular, no Brasil, devido à sua vasta extensão territorial e diversidade socioambiental. A malária, por exemplo, é uma doença reemergente com alto potencial epidêmico, fortemente influenciada por fatores climáticos e socioambientais, concentrada principalmente na região amazônica, mas com casos importados em áreas extra-amazônicas que demandam atenção especial para diagnóstico e tratamento rápidos. O cenário das arboviroses no Brasil é complexo, com a circulação de Dengue (todos os sorotipos), Chikungunya e Zika vírus. Embora a dengue tenha uma história mais longa no país, a introdução e disseminação do Chikungunya e Zika são fenômenos mais recentes, a partir de 2014-2015. A similaridade dos quadros clínicos iniciais dessas doenças dificulta o diagnóstico diferencial e a notificação precisa, podendo levar à subestimação de algumas delas. A influenza, especialmente após a pandemia de H1N1 em 2009, também se mantém como uma preocupação de saúde pública. É vital para residentes compreender a epidemiologia, os fatores de risco para gravidade e as estratégias de vigilância e controle dessas doenças, que exigem uma abordagem integrada e contínua do sistema de saúde.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais características das doenças emergentes e reemergentes?

Doenças emergentes são aquelas que surgem em uma população pela primeira vez ou que existiam, mas estão aumentando rapidamente em incidência ou alcance geográfico. Reemergentes são doenças conhecidas que reaparecem após um declínio significativo ou aumentam sua incidência em uma área.

Por que a co-circulação de arboviroses como Dengue, Chikungunya e Zika é um desafio diagnóstico?

A co-circulação é um desafio porque essas doenças compartilham muitos sinais e sintomas clínicos inespecíficos na fase inicial, dificultando a distinção e o diagnóstico diferencial sem testes laboratoriais específicos.

Qual a importância da vigilância epidemiológica para o controle da malária no Brasil?

A vigilância epidemiológica é crucial para monitorar a incidência, identificar surtos, mapear áreas de transmissão, avaliar a eficácia das intervenções e direcionar ações de controle vetorial e tratamento oportuno, especialmente na região amazônica.

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