UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2018
Em relação às doenças emergentes e reemergentes, assinale a alternativa INCORRETA:
Co-circulação de Dengue, Chikungunya e Zika é desafio recente (pós-2014), não desde 1986.
A alternativa D está incorreta porque a co-circulação de Dengue, Chikungunya e Zika vírus no Brasil, embora seja um grande desafio, é um fenômeno mais recente, intensificado a partir de 2014-2015, e não desde 1986.
As doenças emergentes e reemergentes representam uma constante ameaça à saúde pública global e, em particular, no Brasil, devido à sua vasta extensão territorial e diversidade socioambiental. A malária, por exemplo, é uma doença reemergente com alto potencial epidêmico, fortemente influenciada por fatores climáticos e socioambientais, concentrada principalmente na região amazônica, mas com casos importados em áreas extra-amazônicas que demandam atenção especial para diagnóstico e tratamento rápidos. O cenário das arboviroses no Brasil é complexo, com a circulação de Dengue (todos os sorotipos), Chikungunya e Zika vírus. Embora a dengue tenha uma história mais longa no país, a introdução e disseminação do Chikungunya e Zika são fenômenos mais recentes, a partir de 2014-2015. A similaridade dos quadros clínicos iniciais dessas doenças dificulta o diagnóstico diferencial e a notificação precisa, podendo levar à subestimação de algumas delas. A influenza, especialmente após a pandemia de H1N1 em 2009, também se mantém como uma preocupação de saúde pública. É vital para residentes compreender a epidemiologia, os fatores de risco para gravidade e as estratégias de vigilância e controle dessas doenças, que exigem uma abordagem integrada e contínua do sistema de saúde.
Doenças emergentes são aquelas que surgem em uma população pela primeira vez ou que existiam, mas estão aumentando rapidamente em incidência ou alcance geográfico. Reemergentes são doenças conhecidas que reaparecem após um declínio significativo ou aumentam sua incidência em uma área.
A co-circulação é um desafio porque essas doenças compartilham muitos sinais e sintomas clínicos inespecíficos na fase inicial, dificultando a distinção e o diagnóstico diferencial sem testes laboratoriais específicos.
A vigilância epidemiológica é crucial para monitorar a incidência, identificar surtos, mapear áreas de transmissão, avaliar a eficácia das intervenções e direcionar ações de controle vetorial e tratamento oportuno, especialmente na região amazônica.
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