UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2021
Ao longo dos anos, observa-se o surgimento e ressurgimento de doenças no mundo. A COVID-19 é uma doença emergente que foi recentemente identificada. O sarampo é uma doença reemergente no Brasil. O país recebeu, em 2016, o certificado de região livre de sarampo endêmico, perdendo-o em 2018, após nova disseminação da doença.Analise as afirmativas abaixo, quanto aos fatores que contribuem para emergência e reemergência de doenças:I. – Fatores demográficos e sociais: urbanização, aglomeração de pessoas.II. – Fatores ecológicos: desmatamento, inundações, mudanças climáticas, secas, inundações.III. – Aumento do intercâmbio internacional de pessoas e de produtos: transporte de pessoas, alimentos, costumes.IV – Novas tecnologias na atenção à saúde: uso de cateteres, tratamentos que diminuem a resposta imunológica, exames invasivos.Estão corretas
Emergência/Reemergência de doenças = Fatores demográficos, ecológicos, globalização e tecnologias de saúde.
A emergência e reemergência de doenças são fenômenos multifatoriais, impulsionados por interações complexas entre fatores demográficos (urbanização), ecológicos (desmatamento, mudanças climáticas), sociais (aglomeração), a globalização (viagens, comércio) e até mesmo avanços na medicina (procedimentos invasivos, imunossupressão).
A saúde global é constantemente desafiada pelo surgimento e ressurgimento de doenças infecciosas. Doenças emergentes, como a COVID-19, são novas na população ou tiveram um aumento rápido em incidência ou alcance geográfico. Doenças reemergentes, como o sarampo no Brasil, são aquelas que, após um período de controle ou declínio, voltam a ser uma ameaça significativa, muitas vezes devido à falha nas estratégias de saúde pública ou a novas condições ambientais e sociais. Diversos fatores interligados contribuem para esses fenômenos. Fatores demográficos e sociais, como a rápida urbanização, o crescimento populacional e a aglomeração de pessoas em grandes centros, criam ambientes propícios para a transmissão de patógenos. Fatores ecológicos, como desmatamento, mudanças climáticas, inundações e secas, alteram os habitats naturais, forçando o contato entre humanos e reservatórios animais, e modificam a distribuição de vetores. O aumento do intercâmbio internacional de pessoas e produtos, impulsionado pela globalização, permite que patógenos se espalhem rapidamente por continentes. Além disso, as próprias novas tecnologias na atenção à saúde, embora benéficas, podem criar riscos, como o uso de cateteres, tratamentos imunossupressores e exames invasivos, que podem ser portas de entrada para infecções nosocomiais ou oportunistas. A compreensão desses múltiplos determinantes é crucial para a prevenção e controle de futuras epidemias.
Doenças emergentes são aquelas recém-identificadas na população ou que tiveram um aumento significativo na incidência ou distribuição geográfica. Doenças reemergentes são aquelas que já existiam, tiveram sua incidência reduzida, mas voltaram a aumentar após um período de declínio.
As mudanças climáticas alteram os ecossistemas, influenciam a distribuição de vetores (mosquitos, carrapatos), modificam padrões de migração animal e afetam a disponibilidade de água e alimentos, criando condições para o surgimento e disseminação de patógenos.
O aumento do intercâmbio internacional de pessoas e produtos (viagens aéreas, comércio) facilita a rápida disseminação de patógenos por longas distâncias, transformando surtos locais em epidemias ou pandemias em curto espaço de tempo.
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