Doenças Biliares: Mitos e Verdades para Residentes

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2022

Enunciado

As doenças do trato biliar estão entre as causa mais comum de queixas abdominais agudas em pacientes com mais de 65 anos nos Estados Unidos. Elas são responsáveis por aproximadamente um terço de todas as cirurgias abdominais nesta faixa etária. Sobre as doenças das vias biliares assinale verdadeiro (V) ou falso (F):(   ) O adenocarcinoma de vesícula biliar é mais comum em homens.(   ) A maioria dos pacientes com colelitíase irá desenvolver sintomas ao longo da vida.(   ) Na colecistectomia videolaparoscópica o método anestésico de escolha é a anestesia raquidiana.(   ) Os pólipos de vesícula biliar são diagnosticados preferencialmente por tomografia computadorizada abdominal.Está CORRETA a afirmativa:

Alternativas

  1. A) V – V – F – V.
  2. B) F – F – F – F.
  3. C) V – F – F – F.
  4. D) V – V – V – F.

Pérola Clínica

Adenocarcinoma de vesícula biliar > mulheres; Colelitíase maioria assintomática; Colecistectomia videolaparoscópica = anestesia geral; Pólipos vesícula biliar = USG.

Resumo-Chave

O adenocarcinoma de vesícula biliar é mais comum em mulheres. A maioria dos pacientes com colelitíase permanece assintomática. A colecistectomia videolaparoscópica é realizada sob anestesia geral. O diagnóstico e acompanhamento de pólipos de vesícula biliar são feitos preferencialmente por ultrassonografia.

Contexto Educacional

As doenças do trato biliar são prevalentes, especialmente em idosos, e representam uma parcela significativa das emergências abdominais e cirurgias. É fundamental que residentes compreendam as características epidemiológicas, diagnósticas e terapêuticas dessas condições para um manejo adequado. O adenocarcinoma de vesícula biliar, embora raro, é agressivo e mais comum em mulheres. A colelitíase, por sua vez, afeta uma grande parte da população, mas a maioria dos indivíduos permanece assintomática, não necessitando de colecistectomia. A cirurgia para colelitíase sintomática, a colecistectomia videolaparoscópica, é o padrão ouro e é realizada sob anestesia geral, não raquidiana. Pólipos de vesícula biliar são lesões frequentemente benignas, sendo a ultrassonografia o método de escolha para seu diagnóstico e acompanhamento. O conhecimento preciso desses pontos é crucial para evitar condutas desnecessárias ou inadequadas, otimizando o cuidado ao paciente. A diferenciação entre colelitíase sintomática e assintomática, a indicação cirúrgica e a vigilância de pólipos são temas recorrentes em provas e na prática clínica.

Perguntas Frequentes

Quais são os fatores de risco para adenocarcinoma de vesícula biliar?

Os principais fatores de risco incluem colelitíase crônica, vesícula em porcelana, pólipos de vesícula biliar maiores que 1 cm, anomalias da junção biliopancreática e idade avançada, sendo mais comum em mulheres.

A colelitíase assintomática sempre precisa de cirurgia?

Não, a maioria dos pacientes com colelitíase assintomática não necessita de colecistectomia. A cirurgia é indicada para pacientes sintomáticos ou com fatores de risco para complicações ou malignidade.

Qual o melhor método para diagnosticar pólipos na vesícula biliar?

A ultrassonografia abdominal é o método de escolha para o diagnóstico e acompanhamento de pólipos de vesícula biliar, permitindo avaliar tamanho, número e características que podem indicar malignidade.

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