Enfrentamento das DCNT: Plano Estratégico 2021-2030

FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2026

Enunciado

O enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) constitui um dos maiores desafios para a Atenção Primária à Saúde no Brasil. O Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das DCNT (2021-2030) define prioridades em torno dos principais grupos de doenças e dos fatores de risco relacionados. Analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta: I. Entre os principais grupos de DCNT estão doenças cardiovasculares, câncer, diabetes mellitus e doenças respiratórias crônicas, responsáveis por elevada carga de morbimortalidade. II. O tabagismo, o uso nocivo de álcool, a inatividade física e a alimentação inadequada são considerados fatores de risco modificáveis relevantes para a ocorrência de DCNT. III. A hipertensão arterial sistêmica é classificada como fator de risco modificável, pois pode ser controlada com mudanças de estilo de vida e uso adequado de medicamentos. IV. A osteoartrite é considerada um dos quatro principais grupos de DCNT estabelecidos pelo Ministério da Saúde, devido à sua alta prevalência e impacto na incapacidade funcional.

Alternativas

  1. A) Apenas I e II estão corretas.
  2. B) Apenas II e III estão corretas.
  3. C) Apenas I, II e III estão corretas.
  4. D) Apenas I, III e IV estão corretas.
  5. E) Apenas II, III e IV estão corretas.

Pérola Clínica

4 principais DCNT = Cardiovasculares, Câncer, Diabetes e Respiratórias Crônicas.

Resumo-Chave

O Plano DCNT (2021-2030) foca em quatro grupos de doenças e quatro fatores de risco modificáveis (tabaco, álcool, sedentarismo e dieta). A hipertensão é fator de risco, não grupo isolado.

Contexto Educacional

As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) representam o maior problema de saúde pública na atualidade, respondendo por mais de 70% das mortes no mundo. No Brasil, o Plano de Ações Estratégicas 2021-2030 visa reduzir a mortalidade prematura por essas doenças através de três pilares: vigilância, promoção da saúde e cuidado integral. A compreensão de que doenças como a osteoartrite, apesar de prevalentes, não compõem o núcleo prioritário de metas globais da OMS é fundamental para provas de residência. A abordagem na Atenção Primária deve ser centrada no manejo dos fatores de risco. A hipertensão e a obesidade são tratadas como elos intermediários que, se controlados, evitam o desfecho final nos quatro grupos principais. O conhecimento das diretrizes nacionais permite ao médico residente atuar não apenas no tratamento curativo, mas na gestão populacional de riscos, alinhando-se às metas de desenvolvimento sustentável.

Perguntas Frequentes

Quais são os 4 principais grupos de DCNT no Brasil?

De acordo com o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil, os quatro grupos prioritários são: doenças cardiovasculares, câncer, diabetes mellitus e doenças respiratórias crônicas. Essas patologias compartilham fatores de risco comuns e são responsáveis pela maior carga de morbimortalidade no país, exigindo ações integradas de vigilância, promoção da saúde e cuidado integral na Rede de Atenção à Saúde.

Quais são os fatores de risco modificáveis para DCNT?

Os quatro principais fatores de risco modificáveis estabelecidos pelo Ministério da Saúde são o tabagismo, o consumo nocivo de álcool, a inatividade física (sedentarismo) e a alimentação inadequada. O controle desses fatores é a base das políticas públicas de prevenção, pois eles impactam diretamente na incidência de hipertensão, dislipidemias e obesidade, que por sua vez aceleram o desenvolvimento das doenças crônicas principais.

A hipertensão arterial é considerada uma DCNT ou um fator de risco?

Na estrutura do Plano Estratégico, a hipertensão arterial sistêmica é classificada como um fator de risco metabólico modificável. Embora seja uma condição crônica, ela atua como um dos principais determinantes para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares (como AVC e Infarto) e doença renal crônica. O seu controle através de mudanças no estilo de vida e farmacoterapia é uma meta central para reduzir a mortalidade prematura por DCNT.

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