UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2021
Sobre as doenças crônicas prevalentes em pacientes idosos, é INCORRETO afirmar que:
Em idosos, a relação entre baixos níveis de HDL-c e risco cardiovascular pode ser atenuada ou controversa, diferindo da população mais jovem.
Embora o HDL-colesterol seja um importante marcador de risco cardiovascular em adultos jovens, em idosos, especialmente nos muito idosos, a relação entre seus níveis e o risco de eventos vasculares pode ser menos clara ou até mesmo atenuada, tornando a afirmação de que baixos níveis sempre se relacionam a maiores riscos uma generalização imprecisa.
As doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) são altamente prevalentes na população idosa, impactando significativamente a qualidade de vida e a mortalidade. O diagnóstico e manejo dessas condições em idosos apresentam particularidades devido à polifarmácia, comorbidades múltiplas, apresentações atípicas e alterações fisiológicas do envelhecimento. O diabetes mellitus, por exemplo, pode ter sintomas inespecíficos no idoso, como fadiga e confusão, em vez da poliúria e polidipsia clássicas. A hemoglobina glicada (HbA1c) é utilizada para rastreamento e diagnóstico, mas as metas glicêmicas são individualizadas, sendo mais flexíveis em idosos frágeis. A atividade física é crucial, mas frequentemente limitada por condições como osteoartrose, tonturas e depressão. Em relação à dislipidemia, enquanto o HDL-colesterol é um forte preditor de risco cardiovascular em adultos jovens, em idosos, especialmente nos muito idosos (>80 anos), a relação entre seus níveis e o risco de eventos vasculares pode ser mais complexa e, em alguns estudos, menos robusta ou até mesmo inversa. Portanto, a interpretação dos níveis de HDL-c e a decisão de intervenção devem ser cautelosas e individualizadas na população geriátrica.
Em idosos, o diagnóstico de diabetes pode ser desafiador devido a sintomas inespecíficos como fadiga ou confusão, em vez da clássica poliúria e polidipsia. A HbA1c é usada, mas as metas glicêmicas são individualizadas, sendo mais flexíveis em idosos frágeis.
Em idosos, especialmente nos muito idosos, a relação entre baixos níveis de HDL-colesterol e o risco de eventos cardiovasculares pode ser atenuada ou controversa, não apresentando o mesmo poder preditivo observado em populações mais jovens.
A atividade física em idosos pode ser limitada por diversas condições, como osteoartrose, tonturas, déficit visual, insuficiência vascular periférica, depressão, dor crônica e outras comorbidades, exigindo abordagens individualizadas para o incentivo à movimentação.
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