Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2020
Organização Mundial da Saúde (OMS) propõe que as DCV são as principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo. NÃO podemos concordar com o item:
Estenose carotídea é fortemente associada a eventos cerebrovasculares; USG carótidas avalia risco cardiovascular.
A ultrassonografia das artérias carótidas é uma ferramenta valiosa na avaliação do risco cardiovascular, permitindo medir a espessura médio-intimal e detectar placas ateroscleróticas. A estenose carotídea, em particular, é um fator de risco bem estabelecido para eventos cerebrovasculares, como o acidente vascular cerebral isquêmico, tornando a afirmação de que não está associada a eventos cerebrovasculares incorreta.
As doenças cardiovasculares (DCV) representam a principal causa de morbidade e mortalidade globalmente, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS). A aterosclerose é a base fisiopatológica de muitas dessas condições, e sua detecção precoce é fundamental para a prevenção primária e secundária de eventos como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). A ultrassonografia das artérias carótidas emerge como uma ferramenta não invasiva e de grande valia nesse contexto. A ultrassonografia das artérias carótidas permite uma avaliação detalhada da parede vascular. Ela é capaz de medir a espessura do complexo médio-intimal (EMI), que é um marcador de aterosclerose subclínica e um preditor independente de risco cardiovascular. Além disso, o exame detecta a presença de placas ateroscleróticas, avaliando sua morfologia, composição (homogênea ou heterogênea) e a presença de ulcerações, características que podem indicar maior vulnerabilidade e risco de ruptura. Um dos achados mais importantes da ultrassonografia carotídea é a estenose, que se refere ao estreitamento do lúmen arterial devido à placa aterosclerótica. O grau de estenose é diretamente associado ao risco de eventos cerebrovasculares, como o AVC isquêmico. Estenoses significativas (geralmente >50-70%) aumentam substancialmente o risco de AITs e AVCs, seja por hipoperfusão cerebral ou por embolização de material da placa. Portanto, a afirmação de que a estenose carotídea não está associada a eventos cerebrovasculares é incorreta, sendo, na verdade, um dos principais fatores de risco avaliados por este exame.
A USG de carótidas permite a medição da espessura médio-intimal (EMI), um marcador precoce de aterosclerose subclínica, e a detecção de placas ateroscleróticas, fornecendo informações valiosas sobre o risco de eventos cardiovasculares futuros.
A estenose carotídea, especialmente quando significativa (acima de 50-70%), é um importante fator de risco para acidentes isquêmicos transitórios (AIT) e acidentes vasculares cerebrais (AVC) isquêmicos, devido à redução do fluxo sanguíneo cerebral ou à embolização de fragmentos da placa.
A USG avalia a presença, tamanho, morfologia (homogeneidade, ecogenicidade), e a presença de ulcerações ou hemorragias intraplaca, que são características associadas a maior risco de eventos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo