Doença de Wilson: Tratamento Medicamentoso e Dieta

HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2020

Enunciado

As opções terapêuticas na Doença de Wilson são diversas, incluem o tratamento medicamentoso e o transplante hepático. Sendo assim, indique o item com erro:

Alternativas

  1. A) Dieta com baixa quantidade de cobre, principalmente nas fases iniciais da doença, também deve ser adotada.
  2. B) Os alimentos com quantidade mais elevada de cobre são frutos do mar, chocolate, amêndoas, café, feijão, fígado, cogumelos e soja.
  3. C) A dieta isoladamente é suficiente para o tratamento.
  4. D) O transplante deve ser reservado para pacientes com doença hepática terminal refratária ou fulminante.

Pérola Clínica

Doença de Wilson: dieta baixa em cobre é adjuvante, mas NÃO é tratamento isolado suficiente.

Resumo-Chave

A Doença de Wilson requer tratamento contínuo e multifacetado. Embora a restrição dietética de cobre seja importante, especialmente no início, ela é apenas uma medida adjuvante e nunca suficiente como terapia isolada. O tratamento principal envolve agentes quelantes de cobre ou zinco.

Contexto Educacional

A Doença de Wilson é um distúrbio genético autossômico recessivo raro, caracterizado pelo acúmulo excessivo de cobre em diversos órgãos, principalmente fígado, cérebro e córneas, devido a uma mutação no gene ATP7B, que codifica uma ATPase transportadora de cobre. Este acúmulo leva a disfunção orgânica progressiva, manifestando-se com sintomas hepáticos (hepatite, cirrose), neurológicos (tremores, distonia, disartria) e psiquiátricos, além dos anéis de Kayser-Fleischer nos olhos. O tratamento da Doença de Wilson é complexo e contínuo, visando reduzir os níveis de cobre no organismo e prevenir danos adicionais. A dieta com baixa quantidade de cobre é uma medida importante, especialmente nas fases iniciais e para manutenção, evitando alimentos como frutos do mar, chocolate, nozes, cogumelos e fígado. No entanto, a restrição dietética isoladamente não é suficiente para controlar a doença. A terapia medicamentosa é o pilar do tratamento e inclui agentes quelantes de cobre, como a D-penicilamina e a trientina, que promovem a excreção urinária do cobre, e o acetato de zinco, que induz a síntese de metalotioneína no intestino, bloqueando a absorção de cobre. O transplante hepático é a opção terapêutica para pacientes com doença hepática terminal refratária ao tratamento clínico ou com insuficiência hepática fulminante, oferecendo uma cura definitiva para a doença hepática e sistêmica.

Perguntas Frequentes

Qual o tratamento principal para a Doença de Wilson?

O tratamento principal para a Doença de Wilson envolve o uso de agentes quelantes de cobre, como a D-penicilamina ou a trientina, para remover o excesso de cobre do corpo, ou o acetato de zinco, que impede a absorção intestinal de cobre.

A dieta com baixa quantidade de cobre é suficiente para tratar a Doença de Wilson?

Não, a dieta com baixa quantidade de cobre é uma medida adjuvante importante, especialmente nas fases iniciais da doença, mas não é suficiente como tratamento isolado. Ela deve ser combinada com a terapia medicamentosa.

Quando o transplante hepático é indicado na Doença de Wilson?

O transplante hepático é reservado para pacientes com Doença de Wilson que desenvolvem doença hepática terminal refratária ao tratamento medicamentoso ou que apresentam insuficiência hepática fulminante.

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