SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015
Na doença de Wilson:
Anel Kayser-Fleischer patognomônico de Doença de Wilson com acometimento neurológico.
O anel de Kayser-Fleischer, um depósito de cobre na membrana de Descemet da córnea, é patognomônico da Doença de Wilson e sua presença, especialmente em adultos, está fortemente associada ao comprometimento neurológico da doença.
A Doença de Wilson é um distúrbio genético autossômico recessivo raro do metabolismo do cobre, causado por mutações no gene ATP7B. Essa mutação leva a uma deficiência na excreção biliar de cobre e na incorporação de cobre à ceruloplasmina, resultando em acúmulo tóxico de cobre em diversos órgãos, principalmente fígado, cérebro e córnea. A doença é de importância clínica devido à sua gravidade e à disponibilidade de tratamento eficaz se diagnosticada precocemente. O diagnóstico da Doença de Wilson baseia-se em uma combinação de achados clínicos, laboratoriais e oftalmológicos. O anel de Kayser-Fleischer, um depósito de cobre na membrana de Descemet da córnea, é um sinal clássico e patognomônico. Embora não esteja presente em todos os pacientes, especialmente em crianças com manifestação hepática isolada, sua presença em adultos é um forte indicador de comprometimento neurológico. Além das manifestações hepáticas e neurológicas, a Doença de Wilson pode apresentar sintomas psiquiátricos (depressão, psicose), renais (acidose tubular renal), hematológicos (anemia hemolítica) e ósseos. O tratamento consiste em quelantes de cobre (como D-penicilamina ou trientina) e zinco, que reduzem a absorção intestinal de cobre. O prognóstico é bom com tratamento adequado, mas o atraso no diagnóstico pode levar a danos irreversíveis.
É um depósito de cobre na córnea, visível como um anel marrom-esverdeado. É patognomônico da Doença de Wilson e sua presença em adultos indica quase sempre envolvimento neurológico.
Sintomas psiquiátricos são comuns, incluindo depressão, ansiedade, psicose e alterações de personalidade, podendo ser a primeira manifestação da doença, sem necessariamente indicar pior prognóstico.
A Doença de Wilson é caracterizada pelo acúmulo de cobre em diversos órgãos devido a uma mutação no gene ATP7B. Não há acúmulo de ferro nos gânglios da base relacionado à doença de Wilson.
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