CRER - Centro de Reabilitação Dr. Henrique Santillo (GO) — Prova 2015
Sobre hepatopatias, assinale a alternativa correta:
Doença de Wilson: acúmulo de cobre → Anel de Kayser-Fleischer + ceruloplasmina ↓.
A Doença de Wilson é uma doença genética autossômica recessiva de acúmulo de cobre, que afeta principalmente o fígado e o cérebro. O diagnóstico é feito pela combinação de achados clínicos (neurológicos, hepáticos), Anel de Kayser-Fleischer na córnea e exames laboratoriais como ceruloplasmina sérica baixa e cobre urinário elevado.
A Doença de Wilson é um distúrbio genético autossômico recessivo raro, caracterizado pelo acúmulo excessivo de cobre em diversos tecidos, principalmente fígado, cérebro e córnea. É causada por mutações no gene ATP7B, que codifica uma ATPase transportadora de cobre, resultando em excreção biliar deficiente de cobre e incorporação reduzida na ceruloplasmina. As manifestações clínicas são heterogêneas e podem surgir na infância ou vida adulta, variando de doença hepática assintomática a insuficiência hepática aguda fulminante, cirrose, sintomas neurológicos (distonia, tremores, disartria) e psiquiátricos. O Anel de Kayser-Fleischer, um depósito de cobre na córnea, é um sinal patognomônico, mas nem sempre presente, especialmente em fases iniciais ou com predominância de doença hepática. O diagnóstico baseia-se na combinação de achados clínicos, baixos níveis séricos de ceruloplasmina, cobre urinário de 24 horas elevado e, por vezes, biópsia hepática com quantificação de cobre. O tratamento é lifelong e envolve agentes quelantes de cobre (D-penicilamina, trientina) para remover o excesso de metal e/ou zinco para bloquear sua absorção intestinal, prevenindo a progressão da doença e melhorando o prognóstico.
As manifestações são variadas, incluindo doença hepática (hepatite, cirrose, insuficiência hepática aguda), sintomas neurológicos (tremores, distonia, disartria) e psiquiátricos, além do Anel de Kayser-Fleischer nos olhos.
O Anel de Kayser-Fleischer é um depósito de cobre na membrana de Descemet da córnea, visível ao exame com lâmpada de fenda. Sua presença é um forte indicativo da doença, embora sua ausência não a exclua, especialmente em casos de doença hepática isolada.
O tratamento visa remover o excesso de cobre do organismo e prevenir seu acúmulo. Isso é feito com agentes quelantes de cobre (como D-penicilamina ou trientina) e/ou zinco, que bloqueia a absorção intestinal de cobre.
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