SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2024
A doença de von Willebrand subtipo 2A se caracteriza por
DvW 2A = redução da função de ligação vWF-plaqueta/colágeno + perda de multímeros de alto peso molecular.
A Doença de von Willebrand (DvW) tipo 2A é um distúrbio qualitativo do Fator de von Willebrand (FvW), caracterizado por uma disfunção na capacidade de ligação do FvW às plaquetas e ao colágeno, primariamente devido à ausência ou redução dos multímeros de alto peso molecular, que são os mais eficazes na hemostasia.
A Doença de von Willebrand (DvW) é o distúrbio hemorrágico hereditário mais comum, resultante de uma deficiência ou disfunção do Fator de von Willebrand (FvW). O FvW desempenha um papel crucial na hemostasia primária, mediando a adesão plaquetária ao subendotélio vascular e atuando como carreador e protetor do Fator VIII da coagulação. A DvW é classificada em três tipos principais (1, 2 e 3), com o tipo 2 subdividido em 2A, 2B, 2M e 2N, cada um com características fisiopatológicas distintas. O subtipo 2A da DvW é um distúrbio qualitativo caracterizado por uma redução da função de ligação do FvW às plaquetas e ao colágeno, primariamente devido à ausência ou redução dos multímeros de alto peso molecular do FvW. Esses multímeros são os mais eficazes na promoção da adesão plaquetária em condições de alto cisalhamento. A perda desses multímeros resulta em uma hemostasia primária comprometida, manifestando-se clinicamente por sangramentos mucocutâneos. O diagnóstico da DvW 2A envolve a avaliação dos níveis de antígeno do FvW (FvW:Ag), da atividade do FvW (FvW:RCo ou FvW:CB) e, crucialmente, a análise da distribuição dos multímeros do FvW. O tratamento visa corrigir a deficiência funcional do FvW, utilizando desmopressina (DDAVP) em casos responsivos ou concentrados de FvW/FVIII. O manejo é individualizado e depende da gravidade e do subtipo da doença.
O tipo 1 é uma deficiência quantitativa parcial do FvW, com todos os multímeros presentes. O tipo 2A é uma deficiência qualitativa, caracterizada pela perda dos multímeros de alto peso molecular, resultando em disfunção.
Os multímeros de alto peso molecular são os mais eficazes na ligação às plaquetas e ao colágeno, sendo cruciais para a adesão plaquetária e agregação. Sua perda na DvW 2A compromete a formação do tampão plaquetário primário.
Os sintomas mais comuns incluem sangramentos mucocutâneos, como epistaxe, menorragia, sangramento gengival, equimoses fáceis e sangramento prolongado após cortes ou cirurgias.
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