FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2015
Considerando as desordens da coagulação e a prática cirúrgica, constata-se que:
Doença de von Willebrand = principal causa congênita de transtorno da coagulação.
A doença de von Willebrand é o distúrbio hemorrágico hereditário mais comum, afetando a função plaquetária e a coagulação secundária devido à deficiência ou disfunção do fator de von Willebrand, essencial para a adesão plaquetária e proteção do fator VIII.
As desordens da coagulação são um tema de grande relevância na prática médica, especialmente em contextos cirúrgicos, onde a hemostasia adequada é crucial para a segurança do paciente. A avaliação pré-operatória deve incluir uma anamnese detalhada sobre histórico de sangramento pessoal e familiar, além de exames laboratoriais de triagem, como tempo de protrombina (TP), tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA) e contagem de plaquetas, que são úteis para identificar riscos de sangramento, mesmo em procedimentos de menor porte. A Doença de von Willebrand (DvW) é o distúrbio hemorrágico hereditário mais comum, afetando cerca de 1% da população. É causada por uma deficiência ou disfunção do fator de von Willebrand (FvW), uma proteína essencial para a adesão plaquetária ao subendotélio vascular e para a proteção do fator VIII da degradação. Sua apresentação clínica varia de sangramentos leves a graves, predominantemente mucocutâneos. Em contraste, a hemofilia A, embora mais conhecida, é menos prevalente e é uma doença recessiva ligada ao X, afetando principalmente homens, caracterizada pela deficiência do fator VIII. O fígado desempenha um papel central na hemostasia, sendo o principal local de síntese da maioria dos fatores de coagulação (fatores II, VII, IX, X, V, XI, XIII, fibrinogênio), bem como de inibidores da coagulação. Portanto, pacientes com doenças hepáticas crônicas ou agudas podem apresentar coagulopatias complexas, com risco aumentado de sangramento e, paradoxalmente, de trombose. O manejo desses pacientes em ambiente cirúrgico exige uma avaliação cuidadosa e, muitas vezes, a correção dos distúrbios de coagulação antes do procedimento.
Testes laboratoriais de coagulação, como TP, TTPA e contagem de plaquetas, são essenciais na avaliação pré-operatória, especialmente para cirurgias maiores ou em pacientes com histórico de sangramento, para identificar distúrbios de hemostasia que possam aumentar o risco de complicações hemorrágicas.
A Doença de von Willebrand é um distúrbio hereditário causado pela deficiência ou disfunção do fator de von Willebrand (FvW), que atua na adesão plaquetária e como carreador do fator VIII. Manifesta-se com sangramentos mucocutâneos, como epistaxe, menorragia e sangramento prolongado após trauma ou cirurgia.
Doenças hepáticas podem causar discrasias sanguíneas significativas, pois o fígado é o principal local de síntese da maioria dos fatores de coagulação (exceto o fator VIII e o FvW), além de produzir inibidores da coagulação e proteínas fibrinolíticas. A disfunção hepática leva à diminuição da produção desses fatores, resultando em um estado de coagulopatia complexa.
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