Gravidade na Doença Vascular Periférica: Dor em Repouso

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024

Enunciado

A doença vascular periférica (DVP) de origem aterosclerótica é a principal responsável pela insuficiência arterial periférica com evolução para úlceras arteriais de membro inferior. Em relação aos sinais e sintomas iniciais dessa doença, há maior gravidade em:

Alternativas

  1. A) Pés frios.
  2. B) Dor noturna.
  3. C) Pulso paradoxal.
  4. D) Dor em repouso.

Pérola Clínica

Dor em repouso = Isquemia crítica (Fontaine III) → Risco iminente de perda de membro.

Resumo-Chave

A dor em repouso indica que o fluxo sanguíneo arterial é insuficiente para suprir as necessidades metabólicas básicas dos tecidos, caracterizando um estágio avançado de gravidade.

Contexto Educacional

A Doença Vascular Periférica (DVP) de origem aterosclerótica é uma manifestação sistêmica da aterosclerose. A progressão clínica clássica segue o aumento da resistência ao fluxo sanguíneo. Inicialmente, o paciente pode ser assintomático devido à circulação colateral, evoluindo para claudicação conforme a demanda de oxigênio no exercício supera a oferta. Quando a doença atinge o estágio de dor em repouso, a pressão de perfusão capilar caiu abaixo dos níveis críticos necessários para manter a viabilidade celular. Clinicamente, isso se manifesta como dor intensa no antepé e artelhos. O reconhecimento imediato deste sinal é crucial para o residente, pois define a necessidade de propedêutica armada urgente (como Doppler ou Angiotomografia) e intervenção cirúrgica ou endovascular.

Perguntas Frequentes

Por que a dor em repouso é um sinal de gravidade na DVP?

A dor em repouso surge quando a obstrução arterial é tão severa que o fluxo sanguíneo não consegue suprir nem mesmo o metabolismo basal dos tecidos em repouso. É um marcador de isquemia crítica, precedendo a formação de úlceras e gangrena, e indica um alto risco de amputação se não houver revascularização oportuna.

Como diferenciar a dor em repouso da claudicação intermitente?

A claudicação intermitente ocorre apenas durante o exercício e cessa com o repouso, refletindo uma reserva funcional limitada. Já a dor em repouso é persistente, geralmente piora à noite quando o paciente está deitado (perda do auxílio da gravidade) e muitas vezes melhora quando o paciente coloca a perna para fora da cama (posição pendente).

O que é a Classificação de Fontaine?

É uma escala clínica para DVP: Estágio I (Assintomático), Estágio II (Claudicação intermitente, subdividido em IIa para distâncias >200m e IIb para <200m), Estágio III (Dor isquêmica em repouso) e Estágio IV (Lesões tróficas como úlceras ou gangrena).

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