SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2020
A doença tromboembólica venosa é uma importante causa de morbidade e mortalidade obstétrica. Com relação à doença tromboembólica venosa na gestação, é correto afirmar que:
História de TVP + gestação → Heparinização profilática (HBPM) para prevenir recorrência.
A gestação é um estado de hipercoagulabilidade, aumentando o risco de Doença Tromboembólica Venosa (DTEV). Pacientes com história prévia de Trombose Venosa Profunda (TVP), mesmo que associada a fatores transitórios como o uso de contraceptivos orais combinados, têm um risco significativamente elevado de recorrência durante a gestação e puerpério. Nesses casos, a profilaxia com heparina de baixo peso molecular (HBPM) é a conduta padrão para reduzir esse risco.
A doença tromboembólica venosa (DTEV), que inclui a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (TEP), é uma das principais causas de morbimortalidade materna. A gestação é um estado de hipercoagulabilidade fisiológica, devido a alterações nos fatores de coagulação, estase venosa e lesão endotelial, que aumentam o risco de DTEV em até 5 a 10 vezes em comparação com mulheres não grávidas. A fisiopatologia da DTEV na gestação é multifatorial, englobando a tríade de Virchow. O diagnóstico de TVP é desafiador devido à sintomatologia inespecífica e à elevação fisiológica do D-dímero, que o torna um marcador pouco confiável para confirmação. O ecodoppler colorido é o exame de escolha para TVP de membros inferiores, mas sua sensibilidade é menor para veias pélvicas e ilíacas, onde a ressonância magnética (RM) pode ser mais útil. A profilaxia e o tratamento da DTEV na gestação são cruciais. Pacientes com história prévia de TVP/TEP, mesmo que associada a fatores transitórios como contraceptivos orais, têm alto risco de recorrência e devem receber heparinização profilática com heparina de baixo peso molecular (HBPM) durante toda a gestação e puerpério. O tratamento da TVP estabelecida envolve doses terapêuticas de HBPM. A tromboflebite superficial geralmente é manejada com medidas de suporte e anti-inflamatórios, com anticoagulação reservada para casos de extensão ou alto risco.
A profilaxia para TVP é indicada em gestantes com alto risco, como aquelas com história prévia de TVP/TEP, trombofilias de alto risco, ou múltiplas trombofilias de baixo risco, para prevenir eventos tromboembólicos.
O D-dímero não é útil para confirmar TVP na gestação, pois seus níveis estão fisiologicamente elevados. Ele pode ser usado para excluir TVP em pacientes de baixo risco, mas com cautela e em conjunto com outros fatores clínicos.
As heparinas (não fracionada e de baixo peso molecular - HBPM) são os anticoagulantes de escolha na gestação, pois não atravessam a placenta e não são teratogênicas, sendo seguras para a mãe e o feto.
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