Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2022
A Doença Trofoblástica Gestacional (DTG) pode ser definida como uma anomalia proliferativa que acomete as células que compõem o tecido trofoblástico placentário, cito e sinciciotrofoblasto, ainda que seus diferentes estágios histológicos difiram na propensão para regressão, invasão, metástase e recorrência. Sobre a DTG, é INCORRETO afirmar que:
DTG: hCG elevado pode causar HIPERtireoidismo transitório, não hipotireoidismo. Fatores de risco incluem idade materna >35 anos e história prévia.
A Doença Trofoblástica Gestacional (DTG) é caracterizada por níveis muito elevados de hCG, que possui subunidade alfa semelhante ao TSH. Isso pode levar a um hipertireoidismo transitório, e não hipotireoidismo, que geralmente se resolve com a regressão da DTG.
A Doença Trofoblástica Gestacional (DTG) abrange um espectro de condições que se originam da proliferação anormal do trofoblasto placentário, variando desde a mola hidatiforme (completa ou parcial) até o coriocarcinoma. É uma patologia importante na ginecologia e obstetrícia, com potencial de malignidade e metástase, exigindo diagnóstico e acompanhamento rigorosos. Os fatores de risco para DTG incluem extremos de idade materna (mulheres muito jovens ou com mais de 35-40 anos) e história prévia de mola. Clinicamente, a DTG pode se manifestar com sangramento vaginal irregular, útero aumentado para a idade gestacional (devido ao tecido molar ou coágulos) e hiperêmese gravídica grave, que é mais comum devido aos níveis extremamente elevados de gonadotrofina coriônica humana (hCG). Um ponto crucial para a compreensão da DTG é a relação do hCG com a função tireoidiana. O hCG possui uma subunidade alfa que é estruturalmente semelhante à do TSH. Em concentrações muito elevadas, como as encontradas na mola hidatiforme, o hCG pode se ligar aos receptores de TSH na tireoide e estimulá-los, resultando em um quadro de hipertireoidismo transitório, e não hipotireoidismo. Esse hipertireoidismo geralmente se resolve espontaneamente com a remoção da mola e a queda dos níveis de hCG. A compreensão desses aspectos fisiopatológicos e clínicos é fundamental para o manejo adequado das pacientes e para o sucesso em provas de residência.
Os principais fatores de risco para DTG incluem idade materna extrema (muito jovem ou superior a 35-40 anos) e história prévia de DTG.
Níveis muito elevados de hCG na DTG podem estimular os receptores de TSH na tireoide devido à semelhança estrutural entre as moléculas, levando a um quadro de hipertireoidismo transitório.
Sinais comuns de gravidez molar incluem sangramento vaginal irregular, útero maior que o esperado para a idade gestacional, hiperêmese gravídica grave e, em alguns casos, sintomas de hipertireoidismo.
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