Sangramento na Gravidez: Diagnóstico da Doença Trofoblástica

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2024

Enunciado

O sangramento na primeira metade da gravidez é um sintoma muito comum e pode indicar algumas patologias que necessitam de diagnóstico o mais precocemente possível para melhor desfecho das pacientes. No que tange a esse tema, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) O sintoma mais comum no abortamento completo relaciona-se com dor abdominal, sangramento escurecido e colo entreaberto.
  2. B) Nas pacientes com níveis baixos de beta-HCG (abaixo de 2.000), é possível identificar o saco gestacional, permitindo o diagnóstico de gravidez ectópica precocemente.
  3. C) A doença trofoblástica é um diagnóstico anatomopatológico, porém com imagens ultrassonográficas sugestivas quando realizadas precocemente via transvaginal.
  4. D) O esvaziamento uterino, nos casos de abortamento incompleto, necessitam de uma ablação endometrial para evitar risco de persistência de restos ovulares.
  5. E) A reação tubária na gravidez ectópica é também chamada de reação de Arias Stella, permitindo a visualização do halo tubário.

Pérola Clínica

Doença trofoblástica gestacional → diagnóstico anatomopatológico, mas USG transvaginal precoce é sugestiva.

Resumo-Chave

A doença trofoblástica gestacional (DTG) é um espectro de condições que incluem a mola hidatiforme. Embora o diagnóstico definitivo seja histopatológico, a ultrassonografia transvaginal é crucial para a suspeita precoce, mostrando achados característicos como "tempestade de neve" ou "cachos de uva", permitindo intervenção oportuna.

Contexto Educacional

O sangramento na primeira metade da gravidez é uma queixa comum que exige investigação cuidadosa para diferenciar condições benignas de patologias graves. Entre as causas, destacam-se o abortamento (ameaçado, inevitável, incompleto, completo, retido), a gravidez ectópica e a doença trofoblástica gestacional. A doença trofoblástica gestacional (DTG) é um grupo de condições que se originam da proliferação anormal do trofoblasto, incluindo a mola hidatiforme completa e parcial, e a neoplasia trofoblástica gestacional. A suspeita clínica surge com sangramento vaginal irregular, útero maior que o esperado para a idade gestacional, hiperemese gravídica e níveis de beta-HCG desproporcionalmente elevados. O diagnóstico da DTG é primariamente anatomopatológico, confirmando a presença de vilosidades coriais edemaciadas e proliferação trofoblástica. No entanto, a ultrassonografia transvaginal é a ferramenta inicial mais importante para a triagem, revelando imagens características que permitem a suspeita precoce e a conduta adequada, como o esvaziamento uterino e o acompanhamento rigoroso do beta-HCG para monitorar a regressão da doença e detectar a persistência ou malignização.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados ultrassonográficos sugestivos de doença trofoblástica gestacional?

A ultrassonografia transvaginal pode revelar uma imagem de 'tempestade de neve' ou 'cachos de uva' no útero, com ausência de feto ou embrião e cistos tecais luteínicos nos ovários.

Qual a importância do diagnóstico precoce da doença trofoblástica gestacional?

O diagnóstico precoce permite o esvaziamento uterino e o acompanhamento adequado do beta-HCG, prevenindo complicações como a malignização para neoplasia trofoblástica gestacional.

O que é a reação de Arias Stella e onde ela é encontrada?

A reação de Arias Stella é uma alteração histológica do endométrio, caracterizada por células glandulares com núcleos hipercromáticos e irregulares, citoplasma vacuolizado. É comumente encontrada em gestações ectópicas, mas não é exclusiva da tuba uterina.

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