SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2024
O sangramento na primeira metade da gravidez é um sintoma muito comum e pode indicar algumas patologias que necessitam de diagnóstico o mais precocemente possível para melhor desfecho das pacientes. No que tange a esse tema, assinale a alternativa correta.
Doença trofoblástica gestacional → diagnóstico anatomopatológico, mas USG transvaginal precoce é sugestiva.
A doença trofoblástica gestacional (DTG) é um espectro de condições que incluem a mola hidatiforme. Embora o diagnóstico definitivo seja histopatológico, a ultrassonografia transvaginal é crucial para a suspeita precoce, mostrando achados característicos como "tempestade de neve" ou "cachos de uva", permitindo intervenção oportuna.
O sangramento na primeira metade da gravidez é uma queixa comum que exige investigação cuidadosa para diferenciar condições benignas de patologias graves. Entre as causas, destacam-se o abortamento (ameaçado, inevitável, incompleto, completo, retido), a gravidez ectópica e a doença trofoblástica gestacional. A doença trofoblástica gestacional (DTG) é um grupo de condições que se originam da proliferação anormal do trofoblasto, incluindo a mola hidatiforme completa e parcial, e a neoplasia trofoblástica gestacional. A suspeita clínica surge com sangramento vaginal irregular, útero maior que o esperado para a idade gestacional, hiperemese gravídica e níveis de beta-HCG desproporcionalmente elevados. O diagnóstico da DTG é primariamente anatomopatológico, confirmando a presença de vilosidades coriais edemaciadas e proliferação trofoblástica. No entanto, a ultrassonografia transvaginal é a ferramenta inicial mais importante para a triagem, revelando imagens características que permitem a suspeita precoce e a conduta adequada, como o esvaziamento uterino e o acompanhamento rigoroso do beta-HCG para monitorar a regressão da doença e detectar a persistência ou malignização.
A ultrassonografia transvaginal pode revelar uma imagem de 'tempestade de neve' ou 'cachos de uva' no útero, com ausência de feto ou embrião e cistos tecais luteínicos nos ovários.
O diagnóstico precoce permite o esvaziamento uterino e o acompanhamento adequado do beta-HCG, prevenindo complicações como a malignização para neoplasia trofoblástica gestacional.
A reação de Arias Stella é uma alteração histológica do endométrio, caracterizada por células glandulares com núcleos hipercromáticos e irregulares, citoplasma vacuolizado. É comumente encontrada em gestações ectópicas, mas não é exclusiva da tuba uterina.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo