UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020
A Doença Trofoblástica Gestacional tem alta relevância, uma vez que, em sua evolução neoplásica, se o diagnóstico for precoce, a chance de cura com quimioterapia é próxima de 100%. Considerando uma paciente que foi submetida à AMIU (Aspiração Manual Intra Uterina) por mola (Doença Trofoblástica Gestacional), no momento de sua alta hospitalar, assinale a alternativa CORRETA sobre qual o medicamento mais importante a ser prescrito para o adequado seguimento do controle de cura da doença:
Pós-AMIU por mola hidatiforme → contracepção hormonal oral por 6-12 meses para monitorar hCG e evitar nova gestação.
Após o esvaziamento uterino de uma mola hidatiforme (Doença Trofoblástica Gestacional), é fundamental prescrever anticoncepcionais hormonais (preferencialmente orais combinados) por pelo menos 6 meses. Isso evita uma nova gestação que dificultaria a interpretação dos níveis de hCG, que são o principal marcador para o controle de cura e detecção de doença trofoblástica gestacional persistente.
A Doença Trofoblástica Gestacional (DTG) abrange um espectro de condições que incluem a mola hidatiforme completa e parcial, e as formas neoplásicas como a mola invasora, coriocarcinoma e tumor trofoblástico de sítio placentário. O diagnóstico precoce e o seguimento adequado são cruciais, pois a neoplasia trofoblástica gestacional tem alta taxa de cura com quimioterapia se identificada a tempo. Após o esvaziamento uterino de uma mola hidatiforme, seja por AMIU ou curetagem, o monitoramento semanal dos níveis séricos de beta-hCG é o pilar do seguimento. A queda progressiva do hCG até a normalização indica remissão. No entanto, uma nova gestação pode elevar o hCG, mascarando uma possível persistência da doença. Por essa razão, a contracepção hormonal, preferencialmente com anticoncepcionais orais combinados, é a conduta mais importante a ser prescrita no momento da alta hospitalar. Ela deve ser mantida por um período de 6 a 12 meses, dependendo do risco, para garantir que qualquer elevação do hCG seja atribuída à doença e não a uma nova gestação, permitindo o diagnóstico e tratamento oportunos de uma neoplasia trofoblástica gestacional.
O principal objetivo é monitorar os níveis séricos de beta-hCG para detectar precocemente a persistência da doença trofoblástica gestacional ou o desenvolvimento de neoplasia trofoblástica gestacional.
A contracepção é crucial para evitar uma nova gestação, pois a gravidez elevaria os níveis de beta-hCG, impossibilitando a interpretação do marcador para o controle de cura da doença trofoblástica.
A paciente deve usar contracepção hormonal por pelo menos 6 meses após a normalização dos níveis de beta-hCG, podendo ser estendido para 12 meses em casos de alto risco ou mola invasora.
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