Doença Trofoblástica Gestacional: Manejo e Cuidados Essenciais

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

Com relação à doença trofoblástica gestacional, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A presença de cistos tecaluteínicos, na ultrassonografia, está mais comumente associada à mola hidatiforme incompleta.
  2. B) Deve-se avaliar a função tireoidiana, pois o hCG pode ligar-se a receptores de TSH localizados na tireoide, provocando hipotireoidismo.
  3. C) As pacientes que tiveram gestação molar no passado e engravidaram novamente deverão realizar o exame do β-hCG quantitativo quatro semanas depois do término da gravidez atual, para identificar a ocorrência de neoplasia trofoblástica gestacional.
  4. D) Pacientes com Rh negativo deverão realizar imunoglobulina anti-Rh após a aspiração intrauterina, mesmo quando a suspeita é de mola hidatiforme completa.
  5. E) A presença do marcador p57 sugere a ocorrência de mola hidatiforme completa.

Pérola Clínica

Mola hidatiforme em Rh negativo → Imunoglobulina anti-Rh após esvaziamento uterino, sempre.

Resumo-Chave

A doença trofoblástica gestacional, incluindo a mola hidatiforme, é uma gestação. Assim, pacientes Rh negativo com mola hidatiforme devem receber imunoglobulina anti-Rh após o esvaziamento uterino para prevenir a sensibilização, seguindo a mesma lógica de outras gestações.

Contexto Educacional

A doença trofoblástica gestacional (DTG) abrange um espectro de condições que variam desde a mola hidatiforme benigna até a neoplasia trofoblástica gestacional maligna. É crucial para o residente compreender suas características, diagnóstico e manejo, pois o acompanhamento adequado é essencial para prevenir complicações e garantir a saúde reprodutiva da paciente. A mola hidatiforme, em suas formas completa e incompleta, representa uma proliferação anormal do trofoblasto. O diagnóstico da DTG é frequentemente feito por ultrassonografia e dosagem de β-hCG. Níveis elevados de β-hCG podem levar a manifestações como hipertireoidismo, devido à semelhança estrutural entre hCG e TSH. A diferenciação entre mola completa e incompleta é importante para o prognóstico e acompanhamento, sendo o marcador p57 um auxílio diagnóstico valioso. O tratamento primário da mola hidatiforme é o esvaziamento uterino, geralmente por aspiração. Após o procedimento, o acompanhamento rigoroso dos níveis de β-hCG é fundamental para detectar precocemente a persistência da doença ou o desenvolvimento de neoplasia trofoblástica gestacional. Além disso, a profilaxia da sensibilização Rh com imunoglobulina anti-Rh é uma etapa essencial para pacientes Rh negativo, independentemente do tipo de mola, pois a gestação molar ainda representa um evento gestacional com potencial de troca sanguínea materno-fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais diferenças entre mola hidatiforme completa e incompleta?

A mola completa tem cariótipo 46,XX ou 46,XY de origem paterna, sem tecido fetal, e p57 negativo. A mola incompleta tem cariótipo triploide (69,XXY), com tecido fetal e p57 positivo.

Por que o hCG pode causar hipertireoidismo na doença trofoblástica gestacional?

O hCG possui uma subunidade alfa semelhante à do TSH, podendo se ligar aos receptores de TSH na tireoide e estimular a produção de hormônios tireoidianos, levando a um hipertireoidismo subclínico ou clínico.

Quando é indicada a imunoglobulina anti-Rh em pacientes com mola hidatiforme?

A imunoglobulina anti-Rh é indicada para todas as pacientes Rh negativo após o esvaziamento uterino de uma mola hidatiforme, seja completa ou incompleta, devido ao risco de sensibilização Rh.

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