UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2020
Gestante de dez semanas, de acordo com a data da última menstruação, procura Emergência Obstétrica com queixa de sangramento vaginal. Ao exame, apresenta abdome flácido e fundo uterino entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical. O sangramento vaginal é de pequena intensidade, e não há dilatação no colo uterino. A pesquisa de βHCG no sangue é positiva. Ultrassonografia não identifica feto nem embrião. A hipótese diagnóstica para esse caso é:
Gestante com útero maior que IG, βHCG +, USG sem feto/embrião → Mola Hidatiforme.
A doença trofoblástica gestacional, como a mola hidatiforme, é caracterizada por um crescimento uterino desproporcional à idade gestacional, sangramento vaginal e βHCG elevado, mas sem evidência de feto ou embrião viável na ultrassonografia. A suspeita clínica é crucial para o diagnóstico precoce.
A doença trofoblástica gestacional (DTG) abrange um espectro de condições que surgem da proliferação anormal do trofoblasto, sendo a mola hidatiforme a forma mais comum. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico e tratamento precoces para prevenir complicações graves, como a transformação em neoplasia trofoblástica gestacional maligna. A incidência varia globalmente, sendo mais alta em algumas regiões da Ásia e América Latina. O diagnóstico da mola hidatiforme é baseado na tríade de sangramento vaginal irregular no primeiro trimestre, útero maior que o esperado para a idade gestacional e níveis de βHCG sérico desproporcionalmente elevados. A ultrassonografia transvaginal é o método diagnóstico de escolha, revelando a ausência de saco gestacional ou embrião viável e a presença de massa intrauterina com múltiplas áreas císticas anecoicas, o que confere o aspecto clássico de 'tempestade de neve'. O tratamento inicial da mola hidatiforme é a evacuação uterina por aspiração a vácuo ou curetagem. Após a evacuação, é essencial o acompanhamento rigoroso dos níveis séricos de βHCG para monitorar a regressão da doença e detectar precocemente a persistência ou recorrência, que pode indicar o desenvolvimento de neoplasia trofoblástica gestacional. A contracepção é recomendada durante o período de acompanhamento.
Os principais sinais incluem sangramento vaginal no primeiro trimestre, útero maior que o esperado para a idade gestacional, náuseas e vômitos intensos (hiperemese gravídica) e níveis de βHCG sérico muito elevados.
A ultrassonografia é fundamental, revelando a ausência de feto ou embrião viável, a presença de múltiplas vesículas císticas no interior da cavidade uterina (aspecto de 'tempestade de neve') e, por vezes, cistos teca-luteínicos nos ovários.
O diagnóstico diferencial inclui abortamento incompleto, abortamento retido, gestação anembrionária e gravidez ectópica. A combinação de achados clínicos, laboratoriais (βHCG) e ultrassonográficos é crucial para a distinção.
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