Doença Trofoblástica Gestacional: Marcador e Diagnóstico

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2021

Enunciado

A doença trofoblástica gestacional (DTG) pode ser definida como uma anomalia proliferativa que acomete as células que compõem o tecido trofoblástico placentário, cito e sinciciotrofoblasto, ainda que seus diferentes estágios histológicos difiram na propensão para regressão, invasão, metástase e recorrência. Marque a alternativa CORRETA

Alternativas

  1. A) Todas as formas de apresentação da DTG são caracterizadas pela presença sérica de um marcador tumoral biológico e específico, o fragmento beta da gonadotrofina coriônica humana (beta-hCG), um hormônio glicoproteico produzido quase que na totalidade pelo sinciciotrofoblasto placentário.
  2. B) A imagem ultrassongráfica minuciosa permite distinguir os diferentes estágios da doença, a saber: mola hidatiforme completa (MHC), mola hidatiforme parcial (MHP), mola hidatiforme invasora (MHI), coriocarcinoma (CCA), tumor trofoblástico do sítio placentário (TTSP) e tumor trofoblástico epitelioide (TTE).
  3. C) Em relação aos sintomas clínicos em uma gravidez molar, de modo geral, todas as manifestações comuns à gravidez encontram-se diminuídas, sejam elas a presença de náuseas e vômitos.
  4. D) Ao exame físico, é comum encontrar útero diminuído para a idade gestacional, assim entendido quando sua altura está menor que 4 cm ao tamanho esperado.

Pérola Clínica

DTG: beta-hCG sérico é marcador tumoral biológico e específico para todas as formas.

Resumo-Chave

O beta-hCG é um marcador fundamental para o diagnóstico e acompanhamento de todas as formas de Doença Trofoblástica Gestacional, sendo produzido pelo sinciciotrofoblasto. Sua dosagem é crucial para monitorar a resposta ao tratamento e detectar recorrências.

Contexto Educacional

A Doença Trofoblástica Gestacional (DTG) abrange um espectro de condições proliferativas do trofoblasto placentário, variando de lesões benignas como a mola hidatiforme a malignidades como o coriocarcinoma. Sua importância clínica reside na capacidade de invasão local e metástase, exigindo diagnóstico e manejo precisos para evitar complicações graves. A epidemiologia varia globalmente, sendo mais comum em certas regiões. A fisiopatologia envolve a proliferação anormal do cito e sinciciotrofoblasto. O diagnóstico é primariamente baseado na dosagem sérica do beta-hCG, que é um marcador tumoral altamente sensível e específico para todas as formas de DTG. A ultrassonografia auxilia na identificação de características morfológicas, mas não distingue todos os subtipos histológicos. O tratamento varia conforme o tipo e estágio da DTG, podendo incluir esvaziamento uterino, quimioterapia e, em casos selecionados, histerectomia. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado e monitoramento rigoroso do beta-hCG, que é crucial para detectar persistência ou recorrência da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais tipos de Doença Trofoblástica Gestacional?

Os principais tipos incluem mola hidatiforme completa e parcial, mola invasora, coriocarcinoma, tumor trofoblástico do sítio placentário e tumor trofoblástico epitelioide.

Por que o beta-hCG é tão importante na DTG?

O beta-hCG é um marcador tumoral específico produzido pelo sinciciotrofoblasto, sendo essencial para o diagnóstico, monitoramento da resposta ao tratamento e detecção de recorrências em todas as formas de DTG.

A ultrassonografia é suficiente para o diagnóstico definitivo da DTG?

A ultrassonografia é uma ferramenta importante para a suspeita diagnóstica, mas a confirmação e a distinção dos diferentes estágios da DTG geralmente requerem histopatologia e acompanhamento dos níveis de beta-hCG.

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