Doença Trofoblástica Gestacional: Diagnóstico e Tipos

AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2020

Enunciado

Em relação à Doença Trofoblástica Gestacional, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas

  1. A) Representa diagnóstico diferencial com prevalência rara dos sangramentos de primeiro trimestre gestacional.
  2. B) A eliminação via vaginal de vesículas em meio a sangramento constitui forte indício dapresença de gestação molar.
  3. C) Achado de embrião com vitalidade exclui a possibilidade de mola hidatiforme.
  4. D) Coriocarcinoma é precedido em 50% dos casos por uma gestação molar e em 50% deuma gestação não molar.

Pérola Clínica

Mola hidatiforme exclui embrião com vitalidade; coriocarcinoma pode surgir de gestação não molar.

Resumo-Chave

A presença de um embrião com vitalidade exclui o diagnóstico de mola hidatiforme completa, mas não de mola parcial. A mola hidatiforme completa é caracterizada pela ausência de tecido fetal e degeneração hidrópica de todas as vilosidades. O coriocarcinoma, embora frequentemente precedido por mola, pode ter origem em gestações não molares.

Contexto Educacional

A Doença Trofoblástica Gestacional (DTG) é um espectro de condições que se originam da proliferação anormal do trofoblasto, variando de lesões benignas como a mola hidatiforme (completa ou parcial) a formas malignas como o coriocarcinoma. Embora rara, é um diagnóstico diferencial importante nos sangramentos do primeiro trimestre e exige manejo cuidadoso devido ao potencial de malignização. É um tema recorrente em provas de ginecologia e obstetrícia. A fisiopatologia envolve erros na fertilização, resultando em um cariótipo anormal e proliferação desordenada do trofoblasto. O diagnóstico é frequentemente suspeitado por ultrassonografia, que revela o padrão "tempestade de neve" na mola completa, e confirmado por histopatologia. Níveis séricos de hCG são marcadores cruciais para diagnóstico e acompanhamento. O tratamento da mola hidatiforme é a esvaziamento uterino, seguido por acompanhamento rigoroso dos níveis de hCG para detectar doença trofoblástica gestacional persistente. O coriocarcinoma, uma forma maligna, requer quimioterapia. É fundamental que residentes compreendam as nuances diagnósticas e terapêuticas para garantir o melhor prognóstico para as pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da mola hidatiforme?

Os principais sinais incluem sangramento vaginal no primeiro trimestre, útero maior que o esperado para a idade gestacional, níveis de hCG muito elevados, e a eliminação de vesículas via vaginal, que são patognomônicas.

Como diferenciar mola hidatiforme completa de mola parcial?

A mola completa é caracterizada pela ausência de tecido fetal e degeneração hidrópica difusa das vilosidades. A mola parcial apresenta tecido fetal (geralmente anômalo e inviável) e degeneração hidrópica focal das vilosidades, com cariótipo triploide.

Qual a relação entre coriocarcinoma e gestação molar?

O coriocarcinoma é a forma mais maligna da doença trofoblástica gestacional. Cerca de 50% dos casos são precedidos por uma gestação molar (principalmente completa), mas os outros 50% podem surgir de gestações não molares, como abortos, gestações ectópicas ou partos a termo.

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