AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2020
Em relação à Doença Trofoblástica Gestacional, assinale a alternativa INCORRETA.
Mola hidatiforme exclui embrião com vitalidade; coriocarcinoma pode surgir de gestação não molar.
A presença de um embrião com vitalidade exclui o diagnóstico de mola hidatiforme completa, mas não de mola parcial. A mola hidatiforme completa é caracterizada pela ausência de tecido fetal e degeneração hidrópica de todas as vilosidades. O coriocarcinoma, embora frequentemente precedido por mola, pode ter origem em gestações não molares.
A Doença Trofoblástica Gestacional (DTG) é um espectro de condições que se originam da proliferação anormal do trofoblasto, variando de lesões benignas como a mola hidatiforme (completa ou parcial) a formas malignas como o coriocarcinoma. Embora rara, é um diagnóstico diferencial importante nos sangramentos do primeiro trimestre e exige manejo cuidadoso devido ao potencial de malignização. É um tema recorrente em provas de ginecologia e obstetrícia. A fisiopatologia envolve erros na fertilização, resultando em um cariótipo anormal e proliferação desordenada do trofoblasto. O diagnóstico é frequentemente suspeitado por ultrassonografia, que revela o padrão "tempestade de neve" na mola completa, e confirmado por histopatologia. Níveis séricos de hCG são marcadores cruciais para diagnóstico e acompanhamento. O tratamento da mola hidatiforme é a esvaziamento uterino, seguido por acompanhamento rigoroso dos níveis de hCG para detectar doença trofoblástica gestacional persistente. O coriocarcinoma, uma forma maligna, requer quimioterapia. É fundamental que residentes compreendam as nuances diagnósticas e terapêuticas para garantir o melhor prognóstico para as pacientes.
Os principais sinais incluem sangramento vaginal no primeiro trimestre, útero maior que o esperado para a idade gestacional, níveis de hCG muito elevados, e a eliminação de vesículas via vaginal, que são patognomônicas.
A mola completa é caracterizada pela ausência de tecido fetal e degeneração hidrópica difusa das vilosidades. A mola parcial apresenta tecido fetal (geralmente anômalo e inviável) e degeneração hidrópica focal das vilosidades, com cariótipo triploide.
O coriocarcinoma é a forma mais maligna da doença trofoblástica gestacional. Cerca de 50% dos casos são precedidos por uma gestação molar (principalmente completa), mas os outros 50% podem surgir de gestações não molares, como abortos, gestações ectópicas ou partos a termo.
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