FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2015
Gestante com atraso menstrual de 6 semanas, inicia pré-natal em que são solicitados exames de rotina laboratorial e ultrassonografia transvaginal. Entretanto, antes da realização de tais exames, apresenta vômitos incoercíveis e sangramento transvaginal moderado, vermelho vivo. Ao buscar atendimento na Maternidade, o médico evidencia, ao exame físico, que a paciente está hipocorada 2+/4+, anictérica, acianótica, eupneica, afebril. PA:160x90 mmHg, útero aumentado para a idade gestacional, amolecido, ovários aumentados bilateralmente. Ao exame especular, observou-se presença de vesículas, em fundo de saco. A anomalia sugerida por este quadro clínico é:
Gestante 1º trimestre com sangramento, vômitos incoercíveis, útero > IG, ovários aumentados e vesículas → Doença Trofoblástica Gestacional.
A Doença Trofoblástica Gestacional (mola hidatiforme) é caracterizada por proliferação anormal do trofoblasto. Os sinais clássicos incluem sangramento vaginal no primeiro trimestre, vômitos incoercíveis (hiperêmese gravídica), útero maior que o esperado para a idade gestacional, e, em casos mais avançados, presença de vesículas na vagina e ovários aumentados (cistos teca-luteínicos). A hipertensão gestacional precoce também pode ocorrer.
A Doença Trofoblástica Gestacional (DTG) é um espectro de condições que inclui a mola hidatiforme (completa ou parcial), mola invasora, coriocarcinoma e tumor trofoblástico de sítio placentário. A mola hidatiforme é a forma mais comum, caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto e degeneração hidrópica das vilosidades coriais. É crucial para residentes reconhecerem seus sinais precocemente. Clinicamente, a mola hidatiforme manifesta-se tipicamente no primeiro trimestre com sangramento vaginal indolor, frequentemente vermelho vivo, e vômitos incoercíveis (hiperêmese gravídica) devido aos níveis extremamente elevados de hCG. Ao exame físico, o útero pode estar maior do que o esperado para a idade gestacional, e a presença de cistos teca-luteínicos nos ovários (ovários aumentados bilateralmente) é um achado comum. A visualização de vesículas em fundo de saco ao exame especular é um sinal patognomônico, embora menos frequente. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia, que revela uma imagem característica de "tempestade de neve" ou "cachos de uva" no útero, e por dosagem de hCG sérico, que geralmente está muito elevado. O tratamento primário é a esvaziamento uterino por aspiração a vácuo ou curetagem, seguido de monitoramento rigoroso dos níveis de hCG para detectar e tratar precocemente qualquer doença trofoblástica persistente ou maligna.
Os principais sinais incluem sangramento vaginal no primeiro trimestre, vômitos incoercíveis (hiperêmese gravídica), útero maior que o esperado para a idade gestacional, e, em alguns casos, hipertensão gestacional precoce e presença de vesículas na vagina.
O útero está aumentado devido à proliferação excessiva do tecido trofoblástico e ao acúmulo de líquido nas vilosidades coriais, que se transformam em vesículas, resultando em um volume uterino maior que o esperado para a idade gestacional.
Os ovários aumentados bilateralmente, conhecidos como cistos teca-luteínicos, são uma resposta ovariana à estimulação excessiva pelo hCG elevado produzido pelo tecido trofoblástico anormal, sendo um achado comum na mola hidatiforme.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo