Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2024
Em relação à doença trofoblástica gestacional, é incorreto afirmar que:
Doença trofoblástica gestacional → ↑ beta-hCG pode causar hipertireoidismo (não hipotireoidismo).
A doença trofoblástica gestacional, especialmente a mola hidatiforme, é caracterizada por níveis muito elevados de beta-hCG, que possui uma subunidade alfa semelhante à do TSH. Isso pode levar à estimulação da tireoide e, consequentemente, ao hipertireoidismo, e não ao hipotireoidismo.
A doença trofoblástica gestacional (DTG) abrange um espectro de condições que incluem a mola hidatiforme (completa e incompleta), mola invasora, coriocarcinoma e tumor trofoblástico de sítio placentário. É uma condição rara, mas com potencial de malignização, sendo crucial o diagnóstico precoce e o acompanhamento rigoroso. A principal característica é a proliferação anormal do trofoblasto. Uma das manifestações clínicas importantes, e frequentemente cobrada em provas, é a relação com a função tireoidiana. Devido aos níveis extremamente elevados de beta-hCG, que compartilha uma subunidade alfa com o TSH, pode ocorrer estimulação excessiva da tireoide, levando ao hipertireoidismo (tireotoxicose gestacional), e não ao hipotireoidismo. Outros sinais incluem sangramento vaginal, útero maior que o esperado para a idade gestacional e hiperêmese gravídica. O diagnóstico é feito por ultrassonografia (sinal do 'cacho de uva' na mola completa) e dosagem de beta-hCG. O tratamento inicial é o esvaziamento uterino. O acompanhamento pós-tratamento com beta-hCG é fundamental para detectar a persistência ou malignização da doença, que é definida pela manutenção de níveis positivos após 6 meses ou elevação progressiva.
As principais manifestações incluem sangramento vaginal irregular, útero maior que o esperado para a idade gestacional, hiperêmese gravídica grave e, em casos de beta-hCG muito elevado, sintomas de hipertireoidismo.
O beta-hCG possui uma subunidade alfa estruturalmente semelhante à do TSH. Níveis extremamente elevados de beta-hCG na doença trofoblástica podem estimular os receptores de TSH na tireoide, levando a um quadro de hipertireoidismo ou tireotoxicose gestacional.
A mola completa é diploide (46,XX ou 46,XY), sem tecido fetal, e resulta da fertilização de um óvulo vazio. A mola incompleta é triploide (69,XXY, 69,XXX ou 69,XYY), com presença de tecido fetal e resulta da fertilização de um óvulo por dois espermatozoides.
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