UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2022
A doença trofoblástica gestacional (DTG) pode ser definida como uma anomalia proliferativa que acomete as células que compõem o tecido trofoblástico placentário. No Brasil estima-se que ocorra 1 caso a cada 200 a 400 gestações. São manifestações clínicas da DTG, exceto:
DTG (mola hidatiforme) → Útero MAIOR para idade gestacional, pré-eclâmpsia < 20 sem, cistos teca-luteínicos.
A Doença Trofoblástica Gestacional, especialmente a mola hidatiforme, é caracterizada por um crescimento anormal do trofoblasto. Isso frequentemente resulta em um útero maior do que o esperado para a idade gestacional, devido ao volume do tecido molar e/ou hemorragia intrauterina, e não um útero pequeno.
A Doença Trofoblástica Gestacional (DTG) abrange um espectro de condições que se originam da proliferação anormal do trofoblasto placentário, variando de lesões benignas (mola hidatiforme completa e parcial) a malignas (neoplasia trofoblástica gestacional). No Brasil, sua incidência é relativamente alta, tornando seu reconhecimento e manejo cruciais na prática obstétrica. A importância clínica reside no potencial de malignização e na necessidade de seguimento rigoroso. A fisiopatologia da DTG envolve alterações genéticas que levam à proliferação descontrolada do trofoblasto. O diagnóstico é frequentemente suspeitado por manifestações clínicas como sangramento vaginal irregular, útero maior do que o esperado para a idade gestacional, e níveis de beta-hCG sérico desproporcionalmente elevados. Outros sinais incluem hiperemese gravídica, hipertireoidismo e, em casos mais graves, pré-eclâmpsia antes da 20ª semana de gestação. A ultrassonografia é fundamental para o diagnóstico, revelando a imagem clássica de 'tempestade de neve' na mola hidatiforme. O tratamento inicial da mola hidatiforme é a evacuação uterina, geralmente por aspiração a vácuo. Após a evacuação, é essencial o seguimento rigoroso dos níveis de beta-hCG para detectar e tratar precocemente a neoplasia trofoblástica gestacional persistente. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas a vigilância é vital. A presença de cistos teca-luteínicos é uma manifestação da hiperestimulação ovariana pelo hCG elevado e geralmente regride espontaneamente após a resolução da DTG.
Os sinais clínicos mais comuns da DTG incluem sangramento vaginal irregular, útero maior do que o esperado para a idade gestacional, náuseas e vômitos intensos (hiperemese gravídica), e níveis de beta-hCG sérico anormalmente elevados. Em casos mais graves, pode haver pré-eclâmpsia antes de 20 semanas e hipertireoidismo.
Cistos teca-luteínicos são encontrados na DTG devido à hiperestimulação ovariana causada pelos níveis extremamente elevados de beta-hCG produzidos pelo tecido trofoblástico anormal. Esses cistos são geralmente bilaterais e multiloculados, regredindo espontaneamente após a evacuação da mola e a normalização do hCG.
A ocorrência de pré-eclâmpsia antes da 20ª semana de gestação é um forte indicativo de Doença Trofoblástica Gestacional, especialmente mola hidatiforme. Em uma gravidez normal, a pré-eclâmpsia geralmente não se manifesta antes dessa idade gestacional, tornando sua ocorrência precoce um sinal de alerta para patologias trofoblásticas.
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