HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2020
Paciente de 25 anos de idade, em acompanhamento de doença trofoblástica gestacional, mantendo níveis persistentemente elevados de BHCG, deseja saber que métodos contraceptivos poderia iniciar. Levando em consideração os critérios de elegibilidade da Organização Mundial da Saúde, o método que deve ser evitado por ser classificado como categoria 4 é o (a)
DTG com BHCG elevado → DIU de cobre é Categoria 4 (contraindicado) pela OMS.
Em pacientes com doença trofoblástica gestacional (DTG) e níveis persistentemente elevados de BHCG, o DIU de cobre é contraindicado (Categoria 4 da OMS) devido ao risco de perfuração uterina em útero friável e à dificuldade em monitorar a regressão da DTG, pois sangramentos podem mascarar a doença.
A doença trofoblástica gestacional (DTG) é um espectro de condições que variam de mola hidatiforme benigna a neoplasia trofoblástica gestacional maligna. O acompanhamento pós-tratamento é rigoroso, com monitoramento semanal dos níveis de BHCG até a normalização e por um período subsequente. Durante esse período, a contracepção é fundamental para evitar uma nova gestação, que poderia confundir o monitoramento do BHCG. Os critérios de elegibilidade para métodos contraceptivos da Organização Mundial da Saúde (OMS) são guias essenciais para a prática clínica. Para pacientes com DTG e níveis elevados de BHCG, alguns métodos são contraindicados. O dispositivo intrauterino (DIU) de cobre é classificado como Categoria 4 (condição que representa um risco de saúde inaceitável se o método for usado) devido ao risco de perfuração uterina em um útero potencialmente friável e à possibilidade de sangramentos anormais causados pelo DIU mascararem a persistência ou recorrência da DTG. Em contraste, métodos hormonais como implantes de levonorgestrel, pílulas de progestagênio isolado e acetato de medroxiprogesterona de depósito são considerados seguros (Categoria 1 ou 2) e são as opções preferenciais. Eles não interferem no monitoramento do BHCG e não aumentam o risco de complicações uterinas. É crucial que o residente conheça essas diretrizes para oferecer a melhor e mais segura opção contraceptiva para essas pacientes.
O DIU de cobre é Categoria 4 (contraindicado) pela OMS em pacientes com doença trofoblástica gestacional e BHCG elevado. Isso se deve ao risco aumentado de perfuração uterina em um útero que pode estar friável e à possibilidade de sangramentos uterinos anormais mascararem a persistência ou recorrência da doença.
Métodos hormonais como implantes de levonorgestrel, pílulas de progestagênio isolado e acetato de medroxiprogesterona de depósito são geralmente seguros (Categoria 1 ou 2 da OMS) e preferíveis, pois não interferem no monitoramento do BHCG e não apresentam risco de perfuração uterina.
O monitoramento semanal do BHCG é crucial para avaliar a regressão da doença trofoblástica gestacional e detectar sua persistência ou malignização. A escolha do método contraceptivo deve garantir que não haja interferência nesse monitoramento e que não mascarem sangramentos anormais que poderiam indicar recorrência da doença.
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