UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2023
Mulher de 19 anos apresenta febre de longa duração, astenia, perda de peso, evolui com claudicação intermitente no braço esquerdo após pequenos esforços e aumento da pressão arterial no braço direito. Exames revelam leucocitose moderada, VHS 100 mm/h e PCR 21 mg/L. O diagnóstico mais provável e o exame complementar mais indicado para elucidar o caso são:
Mulher jovem, sintomas sistêmicos + claudicação de braço + diferença PA → Doença de Takayasu. AngioRM = padrão ouro para diagnóstico.
A Doença de Takayasu é uma vasculite crônica que afeta grandes vasos, principalmente a aorta e seus ramos, comum em mulheres jovens. Manifesta-se com sintomas sistêmicos e isquêmicos (claudicação, diferença de pressão arterial) devido à estenose ou oclusão arterial. A angioRM é o exame de escolha para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão do acometimento vascular.
A Doença de Takayasu é uma vasculite granulomatosa crônica que afeta predominantemente a aorta e seus principais ramos, bem como as artérias pulmonares. É mais comum em mulheres jovens, com pico de incidência entre 10 e 40 anos, e é uma causa importante de hipertensão renovascular e isquemia de membros em pacientes jovens, sendo fundamental o reconhecimento precoce. A apresentação clínica é bifásica, com uma fase inflamatória sistêmica (febre, astenia, perda de peso, mialgia, artralgia) seguida por uma fase isquêmica devido à estenose, oclusão ou aneurisma dos vasos acometidos. A claudicação intermitente de membros superiores, assimetria de pulsos e diferença de pressão arterial entre os braços são achados clássicos que devem levantar a suspeita, acompanhados frequentemente por marcadores inflamatórios elevados como VHS e PCR. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem que demonstram as alterações vasculares. A angioressonância magnética (angioRM) é o exame de escolha devido à sua capacidade de visualizar a parede vascular e o lúmen, sem a necessidade de radiação ionizante ou contraste nefrotóxico em excesso, sendo superior à arteriografia convencional para avaliação inicial e seguimento. O tratamento visa controlar a inflamação e prevenir a progressão da doença, geralmente com corticosteroides e imunossupressores.
Os sintomas incluem febre, astenia, perda de peso (sistêmicos) e manifestações isquêmicas como claudicação de membros (especialmente braços), assimetria de pulsos e diferença de pressão arterial entre os membros, refletindo o acometimento vascular.
A angioRM permite visualizar as alterações inflamatórias e estruturais da parede dos grandes vasos (estenose, oclusão, dilatação, espessamento), sendo não invasiva e com excelente resolução para o diagnóstico e acompanhamento da vasculite, sem radiação ionizante.
A Doença de Takayasu é mais frequentemente diagnosticada em mulheres jovens, geralmente entre 10 e 40 anos de idade, distinguindo-a de outras vasculites como a arterite temporal, que afeta pacientes mais velhos.
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