UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2020
São achados laboratoriais encontrados na Doença de Still do adulto, EXCETO:
Doença de Still do adulto: ferritina ALTA e ferritina glicosilada BAIXA (<20%) são marcadores diagnósticos chave.
A Doença de Still do adulto é caracterizada por uma inflamação sistêmica intensa, que se reflete em níveis elevados de ferritina sérica total e marcadores de fase aguda. A ferritina glicosilada, especificamente, é um marcador mais sensível e específico, estando reduzida (<20%) na DSA, ao contrário de outras condições com hiperferritinemia.
A Doença de Still do adulto (DSA) é uma doença inflamatória sistêmica rara, de etiologia desconhecida, caracterizada por febre alta diária, artralgia ou artrite, e rash cutâneo evanescente. Afeta predominantemente adultos jovens, com picos de incidência entre 15-25 anos e 35-45 anos. Sua importância clínica reside no diagnóstico diferencial complexo com infecções, neoplasias e outras doenças reumatológicas, e no potencial de complicações graves como a síndrome de ativação macrofágica. A fisiopatologia da DSA envolve uma desregulação do sistema imune inato, com ativação de macrófagos e produção excessiva de citocinas pró-inflamatórias, como IL-1, IL-6 e IL-18. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de Yamaguchi ou Fautrel, e é de exclusão. Laboratorialmente, a DSA é marcada por uma síndrome inflamatória exuberante. Os achados laboratoriais são cruciais para o diagnóstico e monitoramento. A leucocitose com neutrofilia, elevação acentuada de VHS e PCR, e especialmente a hiperferritinemia (muitas vezes > 1000 ng/mL) com baixa porcentagem de ferritina glicosilada (<20%) são características marcantes. O tratamento geralmente envolve corticosteroides, imunossupressores e, em casos refratários, terapias biológicas direcionadas a citocinas como a IL-1 (anakinra, canakinumab) ou IL-6 (tocilizumab).
Os achados laboratoriais típicos incluem leucocitose com predomínio de neutrófilos, aumento dos reagentes de fase aguda (VHS, PCR), hiperferritinemia acentuada e, crucialmente, uma baixa porcentagem de ferritina glicosilada (<20%).
A ferritina é uma proteína de fase aguda e seu aumento massivo na DSA reflete a intensa inflamação sistêmica. Níveis muito altos (>1000 ng/mL) são comuns e servem como um marcador importante da atividade da doença.
A ferritina glicosilada baixa (<20%) é um achado altamente sugestivo da Doença de Still do adulto, ajudando a diferenciá-la de outras condições que também cursam com hiperferritinemia, como infecções graves ou doenças hepáticas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo