Silêncio Coroideu na Doença de Stargardt

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2020

Enunciado

O achado de hipofluorescência difusa (“coroide escura”) ao exame de angiografia com fluoresceína é típico de qual das distrofias abaixo?

Alternativas

  1. A) Doença de Stargardt.
  2. B) Amaurose congênita de Leber.
  3. C) Coroideremia.
  4. D) Distrofia padrão

Pérola Clínica

Silêncio coroideu na AFG é patognomônico de Stargardt por efeito máscara da lipofuscina.

Resumo-Chave

A hipofluorescência difusa da coroide na angiografia fluoresceínica é o sinal clássico da Doença de Stargardt, resultante do bloqueio pelo excesso de lipofuscina.

Contexto Educacional

A Doença de Stargardt representa a forma mais comum de distrofia macular juvenil. O acúmulo de lipofuscina, especificamente o fluoróforo A2E, é citotóxico para as células do epitélio pigmentado da retina. A morte dessas células leva à perda secundária dos fotorreceptores (cones e bastonetes), resultando em escotoma central e redução da acuidade visual. Clinicamente, o paciente queixa-se de baixa visual bilateral e progressiva. O exame de fundo de olho pode mostrar desde uma mácula quase normal até uma atrofia geográfica severa. O sinal da 'coroide escura' na angiografia é um dos pilares diagnósticos clássicos, refletindo a saturação do EPR por depósitos que impedem a passagem da luz fluorescente da coriocapilar.

Perguntas Frequentes

O que define o silêncio coroideu na angiografia?

O silêncio coroideu é definido pela ausência ou redução marcante da fluorescência de fundo da coroide durante as fases iniciais e médias da angiografia fluoresceínica. Enquanto os vasos retinianos se enchem normalmente e aparecem brilhantes, o fundo permanece escuro, criando um contraste acentuado que é característico da Doença de Stargardt.

Como diferenciar Stargardt de outras distrofias maculares?

Diferente da Distrofia de Best (que apresenta EOG alterado e lesão viteliforme) ou da Amaurose Congênita de Leber (que apresenta ERG extinto precocemente), a Doença de Stargardt destaca-se pelo sinal da coroide escura na AFG e pelos 'flecks' amarelados pisciformes na fundoscopia, além da perda visual central desproporcional aos achados iniciais.

Qual a importância da autofluorescência no Stargardt?

A autofluorescência de fundo (FAF) é extremamente útil pois a lipofuscina é naturalmente autofluorescente. No Stargardt, os 'flecks' ativos aparecem hiperautofluorescentes, enquanto áreas de atrofia do EPR aparecem hipoautofluorescentes. É um método não invasivo que complementa a angiografia na visualização do depósito de material tóxico.

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