FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025
Menina de 3 anos apresenta rim policístico. Mãe questiona se a menina pode ter doença renal crônica com o passar da idade. O pediatra pensando na possibilidade de amenina evoluir para doença renal crônica deve:
DRPAD na infância → monitorar urina e PA em cada fase para detecção precoce de DRC.
O acompanhamento de crianças com rins policísticos foca na detecção precoce de complicações como proteinúria e hipertensão, que são preditores de progressão para doença renal crônica.
A DRPAD é a doença renal hereditária mais comum. Na pediatria, o desafio é identificar os 'progressores rápidos'. O exame de urina é uma ferramenta de baixo custo e alta eficácia para identificar lesão glomerular ou tubular incipiente. O manejo foca no controle rigoroso da pressão arterial e na promoção de hábitos saudáveis para retardar a necessidade de terapia de substituição renal na vida adulta.
O monitoramento deve ser focado na aferição regular da pressão arterial e na realização de exames de urina (EAS e microalbuminúria) para detectar proteinúria ou hematúria. Estes sinais indicam maior risco de progressão para disfunção renal e exigem intervenção terapêutica precoce com inibidores do sistema renina-angiotensina.
Não há consenso que obrigue o ultrassom anual se a criança estiver clinicamente estável. O ultrassom é útil para o diagnóstico inicial e para avaliar o volume renal total em casos específicos, mas o seguimento clínico e laboratorial da função renal é prioritário para o manejo da DRC.
Embora a maioria das crianças mantenha função renal normal, o desenvolvimento de hipertensão arterial sistêmica precoce é o principal fator de risco para a aceleração da perda de função renal e hipertrofia ventricular esquerda, devendo ser tratada agressivamente.
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