Finerenona na Doença Renal Diabética: Indicações e Benefícios

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025

Enunciado

Um paciente de 58 anos, com histórico de hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus tipo 2 (DM2), é avaliado durante consulta de rotina. Ele apresenta queixas de dormência e formigamento nas pernas, compatíveis com sinais de neuropatia diabética. O paciente está em uso de Enalapril 20 mg/dia, Atorvastatina 80 mg/dia, Metformina 1000 mg 2x/dia e Dapagliflozina 10 mg/dia. Os exames laboratoriais mostram os seguintes resultados: \n• LDL: 78 mg/dL; \n• HDL: 40 mg/dL; \n• Triglicerídeos: 160 mg/dL; \n• Hemoglobina glicada: 8,1%; \n• Glicose de jejum: 140 mg/dL; \n• Creatinina: 1,8 mg/dL; \n• Albuminúria: 200 mg/g. Qual medicação pode ser associada ao tratamento atual para melhorar os desfechos renais do paciente?

Alternativas

  1. A) Liraglutida.
  2. B) Finerenona.
  3. C) Pioglitazona.
  4. D) Losartana.
  5. E) Glimepirida.

Pérola Clínica

DM2 + Albuminúria + iECA/BRA → Adicionar Finerenona para reduzir progressão renal e eventos CV.

Resumo-Chave

A finerenona é um antagonista mineralocorticoide não esteroidal que reduz a inflamação e fibrose renal, sendo indicada para pacientes com DM2 e albuminúria persistente.

Contexto Educacional

A Doença Renal Diabética (DRD) é a principal causa de terapia renal substitutiva no mundo. O manejo clássico foca no controle glicêmico e pressórico com bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) e, mais recentemente, iSGLT2. A finerenona surge como um terceiro pilar terapêutico, agindo diretamente na via da inflamação e fibrose mediada pelo receptor mineralocorticoide, que permanece hiperativado mesmo com o uso de iECA/BRA. Sua adição ao esquema terapêutico demonstrou redução significativa na progressão para doença renal terminal e morte cardiovascular.

Perguntas Frequentes

O que diferencia a finerenona da espironolactona?

A finerenona é um antagonista do receptor mineralocorticoide (ARM) não esteroidal e altamente seletivo. Diferente da espironolactona (esteroidal), ela possui uma distribuição tecidual mais equilibrada entre coração e rins, menor risco de hipercalemia e não causa efeitos colaterais hormonais como ginecomastia, devido à sua alta seletividade.

Quais os critérios para iniciar finerenona na doença renal diabética?

Baseado nos estudos FIDELIO-DKD e FIGARO-DKD, a finerenona é indicada para adultos com DM2 e doença renal crônica (definida por albuminúria persistente ≥ 30 mg/g) que já estão em doses otimizadas de iECA ou BRA, visando reduzir a progressão da perda de função renal e o risco cardiovascular.

Como monitorar o paciente em uso de finerenona?

O principal parâmetro de segurança é o potássio sérico. Deve-se medir o potássio e a taxa de filtração glomerular (TFG) antes do início, 4 semanas após o início ou ajuste de dose, e periodicamente conforme a estabilidade clínica, devido ao risco de hipercalemia.

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