Doença Renal Diabética: Rastreamento e Prevalência de Albuminúria

PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2021

Enunciado

O Diabetes Mellitus (DM) é um dos maiores responsáveis por pacientes em tratamento por hemodiálise atualmente. Sobre a doença renal diabética (DRD) podemos afirmar:

Alternativas

  1. A) DRD tem como maior causa de mortalidade a uremia.
  2. B) O Screening da DRD se faz com dosagem de proteinúria de 24h e creatinina plasmática.
  3. C) Recomenda-se screening após cinco anos do diagnóstico de DM-2.
  4. D) Microalbuminúria pode acometer metade dos pacientes com DM-2, nas estimativas.
  5. E) Albuminuria alterada não necessita repetir para fechar diagnóstico de DRD.

Pérola Clínica

Microalbuminúria é comum em DM2, sendo marcador precoce de DRD e risco cardiovascular.

Resumo-Chave

A microalbuminúria é um achado prevalente em pacientes com DM2, indicando lesão renal incipiente e um aumento significativo do risco cardiovascular. Seu rastreamento é crucial para intervenções precoces e retardo da progressão da doença renal.

Contexto Educacional

A Doença Renal Diabética (DRD) é uma das complicações microvasculares mais graves do Diabetes Mellitus (DM), sendo a principal causa de doença renal crônica terminal e necessidade de terapia renal substitutiva, como a hemodiálise. Sua prevalência é alta, afetando cerca de 20-40% dos pacientes diabéticos, e representa um enorme desafio de saúde pública devido à sua morbimortalidade associada. O reconhecimento precoce e a intervenção são cruciais para retardar sua progressão. A fisiopatologia da DRD envolve uma complexa interação de fatores hemodinâmicos e metabólicos, como hiperglicemia crônica, hipertensão intraglomerular e ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona. O diagnóstico precoce baseia-se no rastreamento anual da albuminúria (relação albumina/creatinina na urina) e da taxa de filtração glomerular (TFG) em pacientes com DM. A microalbuminúria, definida como a excreção de albumina entre 30-300 mg/24h ou 30-300 mg/g de creatinina em amostra isolada, pode acometer até metade dos pacientes com DM2 e é um forte preditor de progressão da doença e risco cardiovascular. O tratamento da DRD visa o controle rigoroso da glicemia, da pressão arterial (com inibidores da ECA ou BRAs), e a modificação do estilo de vida. Novas terapias, como inibidores do SGLT2 e agonistas do GLP-1, têm demonstrado nefroproteção adicional. O prognóstico está diretamente ligado à detecção precoce e ao manejo agressivo dos fatores de risco, sendo que a principal causa de mortalidade nesses pacientes são as doenças cardiovasculares, e não a uremia diretamente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais métodos de rastreamento para Doença Renal Diabética (DRD)?

O rastreamento da DRD é feito anualmente com a dosagem da relação albumina/creatinina na urina (RAC) em amostra isolada e a estimativa da taxa de filtração glomerular (TFG) a partir da creatinina sérica. A proteinúria de 24h não é o método de escolha para screening inicial.

Por que a microalbuminúria é um marcador importante na DRD?

A microalbuminúria (albuminúria entre 30-300 mg/24h ou RAC 30-300 mg/g) é um marcador precoce de lesão renal em pacientes diabéticos e está associada a um risco aumentado de progressão para doença renal crônica e eventos cardiovasculares.

Qual a principal causa de mortalidade em pacientes com DRD?

A principal causa de mortalidade em pacientes com Doença Renal Diabética não é a uremia em si, mas sim as complicações cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, que são exacerbadas pela presença da nefropatia.

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