Tratamento do Diabetes Tipo 2 na Doença Renal Diabética

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025

Enunciado

A doença renal do diabetes (DRD) é a principal causa de ingresso em terapia renal substitutiva e está associada ao aumento de morbidade e mortalidade. Sobre o tratamento do diabetes no paciente com doença renal, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) No tratamento do DM2 e DRD com TFG 30-60 mL/min/1,73 m2 ou albuminúria > 200 mg/g, não é recomendado o uso de inibidores do SGLT2 para reduzir a progressão para doença renal terminal e morte.
  2. B) No paciente DM2 e DRD com TFG > 30 mL/min/1,73 m2 deve ser considerada a combinação de inibidores do SGLT2 com outro antidiabético, com exceção da metformina, para otimização do controle glicêmico e potencial redução do risco cardiovascular, considerando as limitações determinadas pela filtração glomerular.
  3. C) Em pacientes com DM2 e DRD com TFG 15-30 mL/min/1,73m2, e HbA1c acima da meta, os inibidores da DPP-4, algumas sulfonilureias (glipizida e gliclazida) e os GLP-1 podem ser considerados para melhora do controle glicêmico.
  4. D) É recomendado o uso de inibidores da enzima conversora (IECA) ou bloqueadores do receptor da angiotensina II (BRA) para pacientes que apresentem albuminúria elevada, com o objetivo de reduzir a progressão da doença renal, apenas nos pacientes com hipertensão arterial.
  5. E) Nenhuma das alternativas.

Pérola Clínica

DRD (TFG 15-30) + HbA1c ↑: DPP-4, GLP-1, sulfonilureias (glipizida/gliclazida) são opções.

Resumo-Chave

No tratamento do DM2 com Doença Renal do Diabetes (DRD), a escolha dos antidiabéticos é crucial e depende da Taxa de Filtração Glomerular (TFG). Inibidores da DPP-4, agonistas do GLP-1 e algumas sulfonilureias são opções viáveis para controle glicêmico em TFG mais baixas, enquanto SGLT2i e metformina têm restrições ou contraindicações.

Contexto Educacional

A doença renal do diabetes (DRD) é uma complicação microvascular grave do diabetes mellitus, sendo a principal causa de doença renal terminal. O manejo do diabetes em pacientes com DRD exige uma abordagem cuidadosa na escolha dos antidiabéticos, considerando a taxa de filtração glomerular (TFG) e o risco de eventos adversos. Atualmente, os inibidores do SGLT2 são a primeira linha de tratamento para DM2 com DRD e TFG ≥ 20-30 mL/min/1,73m², devido à sua capacidade comprovada de reduzir a progressão da doença renal e eventos cardiovasculares. A metformina, embora eficaz, tem sua dose ajustada e é contraindicada com TFG < 30 mL/min/1,73m². Para pacientes com TFG mais baixa (15-30 mL/min/1,73m²) e HbA1c acima da meta, opções como inibidores da DPP-4 (com ajuste de dose), agonistas do GLP-1 e sulfonilureias de curta ação (glipizida, gliclazida) podem ser consideradas. É crucial individualizar o tratamento, monitorar a função renal e evitar hipoglicemia, que é um risco aumentado nesses pacientes. Além disso, IECA ou BRA são fundamentais para reduzir a albuminúria e proteger os rins, mesmo em normotensos.

Perguntas Frequentes

Quais antidiabéticos são recomendados para DM2 com DRD e TFG 30-60 mL/min?

Inibidores do SGLT2 são fortemente recomendados para DM2 e DRD com TFG 30-60 mL/min, pois reduzem a progressão da doença renal e eventos cardiovasculares. A metformina também pode ser usada com ajuste de dose.

Quais são as opções para controle glicêmico em DRD com TFG muito baixa (15-30 mL/min)?

Para TFG entre 15-30 mL/min, inibidores da DPP-4 (com ajuste de dose), agonistas do GLP-1 e algumas sulfonilureias (glipizida, gliclazida) podem ser considerados para otimizar o controle glicêmico.

Qual o papel dos IECA/BRA na doença renal do diabetes?

IECA ou BRA são recomendados para pacientes com DM2 e DRD que apresentem albuminúria elevada (mesmo normotensos), para reduzir a progressão da doença renal e o risco cardiovascular, independentemente da presença de hipertensão arterial.

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