SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2024
Sobre a doença renal do diabetes (DRD), assinale a alternativa incorreta:
No DM2 com DRD, inibidores SGLT2 e agonistas GLP-1 RA são preferenciais para proteção renal e cardiovascular, adaptando doses conforme TFG.
O manejo da Doença Renal do Diabetes (DRD) envolve não apenas o controle glicêmico, mas também a proteção renal e cardiovascular. A escolha dos antidiabéticos deve considerar a Taxa de Filtração Glomerular (TFG) e os benefícios renais e cardiovasculares de cada classe.
A Doença Renal do Diabetes (DRD) é uma complicação grave e progressiva que afeta cerca de 40% dos pacientes com diabetes, sendo a principal causa de doença renal crônica terminal. O manejo da DRD é complexo e visa não apenas o controle glicêmico, mas também a proteção renal e cardiovascular, que estão intrinsecamente ligadas. As diretrizes atuais enfatizam o uso de medicamentos com benefícios renais e cardiovasculares comprovados. Inibidores do SGLT2 são recomendados para pacientes com DM2 e DRD com TFG > 30 mL/min/1,73m², podendo ser combinados com metformina (com dose ajustada). Agonistas do receptor de GLP-1 (GLP-1 RA) também são indicados para redução da albuminúria e proteção cardiovascular, mesmo em pacientes com TFG > 30 mL/min/1,73m². Em estágios mais avançados da DRD, com TFG entre 15-30 mL/min/1,73m², a escolha dos antidiabéticos se torna mais restrita. Inibidores da DPP-4 (com ajuste de dose), algumas sulfonilureias (como glipizida e gliclazida) e GLP-1 RA podem ser considerados. No entanto, para pacientes com TFG < 30 mL/min/1,73m² e HbA1c acima da meta, a insulina é frequentemente a terapia de escolha devido à sua eficácia e segurança nesse contexto. O conhecimento dessas nuances é vital para a prática clínica e para provas de residência.
Os inibidores do SGLT2 e os agonistas do receptor de GLP-1 (GLP-1 RA) são as classes que comprovadamente oferecem proteção renal e cardiovascular em pacientes com Doença Renal do Diabetes.
A TFG é crucial para ajustar doses e selecionar medicamentos. Metformina, por exemplo, tem sua dose reduzida e é contraindicada em TFG muito baixas. Inibidores de SGLT2 têm um limite de TFG para início, mas podem ser mantidos em TFG mais baixas.
Em pacientes com DRD e TFG muito baixa (<30 mL/min/1,73m²) e HbA1c acima da meta, a insulina torna-se a principal opção para o controle glicêmico, pois muitas outras classes de antidiabéticos são contraindicadas ou menos eficazes.
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