Rastreamento da Doença Renal do Diabetes: Guia Completo

UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Como é feito o rastreio para doença renal do diabetes?

Alternativas

  1. A) Rastreamento anual por meio da dosagem de albumina urinária ou relação albumina/creatinina em amostra de urina junto com o cálculo da taxa de flitação glomerular estimada pela CKD-EPI a partir da creatinina sérica.
  2. B) Rastreamento a cada 2 anos por meio da dosagem de albumina urinária ou relação albumina/creatinina em amostra de urina, junto com o cálculo da taxa de flitação glomerular estimada pela CKD-EPI a partir da creatinina sérica.
  3. C) Rastreamento anual por meio da dosagem de albumina urinária ou relação albumina/creatinina em amostra de sangue junto com o cálculo da taxa de flitação glomerular estimada pela Cockcroft & Gault a partir da creatinina urinária.
  4. D) Rastreamento a cada 2 anos por meio da dosagem de albumina urinária ou relação albumina/creatinina em amostra de sangue, junto com o cálculo da taxa de flitação glomerular estimada pela Cockcroft & Gault a partir da creatinina sérica.
  5. E) Rastreamento anual por meio da dosagem de creatinina sérica ou relação albumina/creatinina em amostra de urina, junto com o cálculo da taxa de flitação glomerular estimada pela Cockcroft & Gault a partir da creatinina sérica.

Pérola Clínica

Rastreio DRC diabética = Anual: albumina/creatinina urinária + TFG estimada (CKD-EPI).

Resumo-Chave

O rastreamento da doença renal do diabetes deve ser anual e inclui a dosagem da relação albumina/creatinina em amostra de urina (para detectar albuminúria) e o cálculo da taxa de filtração glomerular estimada (TFG) a partir da creatinina sérica, utilizando fórmulas como a CKD-EPI. Essa abordagem permite identificar precocemente a nefropatia diabética e iniciar intervenções.

Contexto Educacional

A doença renal do diabetes (DRD), ou nefropatia diabética, é uma das complicações microvasculares mais graves e a principal causa de doença renal crônica terminal em todo o mundo. Sua importância para o residente reside na necessidade de um rastreamento sistemático e precoce para identificar a lesão renal em estágios iniciais, quando intervenções podem ser mais eficazes em retardar a progressão. O rastreamento da DRD deve ser realizado anualmente em todos os pacientes com diabetes tipo 2 desde o diagnóstico e em pacientes com diabetes tipo 1 após 5 anos de doença. Os exames essenciais incluem a dosagem da relação albumina/creatinina em amostra de urina, que é um marcador sensível de albuminúria (micro ou macroalbuminúria), e a creatinina sérica para o cálculo da taxa de filtração glomerular estimada (TFG), utilizando fórmulas validadas como a CKD-EPI. A detecção precoce da albuminúria e a monitorização da TFG permitem a implementação de estratégias nefroprotetoras, como o controle rigoroso da glicemia e da pressão arterial, o uso de inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina II (BRA-II), e mais recentemente, inibidores de SGLT2 e agonistas do receptor de GLP-1. O manejo adequado é fundamental para prevenir a progressão para doença renal crônica avançada e reduzir o risco cardiovascular associado.

Perguntas Frequentes

Qual a frequência recomendada para o rastreamento da doença renal do diabetes?

O rastreamento da doença renal do diabetes é recomendado anualmente para todos os pacientes com diabetes tipo 1 (após 5 anos de diagnóstico) e para todos os pacientes com diabetes tipo 2 (a partir do diagnóstico).

Quais exames são utilizados no rastreamento da nefropatia diabética?

Os exames essenciais para o rastreamento são a dosagem da relação albumina/creatinina em amostra de urina (para avaliar albuminúria) e a creatinina sérica para o cálculo da taxa de filtração glomerular estimada (TFG), preferencialmente pela fórmula CKD-EPI.

Por que a albuminúria é um marcador importante na doença renal do diabetes?

A albuminúria é um dos primeiros sinais de lesão renal no diabetes, indicando aumento da permeabilidade glomerular. Sua detecção precoce permite a implementação de medidas nefroprotetoras que podem retardar a progressão da doença renal.

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